De Sergipe para o Brasil: Pesquisa da UFS é reconhecida com 39 bolsas de alto nível do CNPq
Reconhecimento consolida excelência da UFS em diversas áreas, impulsionando a inovação e o desenvolvimento tecnológico no estado
Em mais um ano, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) reafirma seu compromisso com o fortalecimento da pesquisa acadêmica, com a excelência e com a inovação. Trinta e oito pesquisadores da instituição foram contemplados com Bolsas de Produtividade em Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), conforme divulgado pela Chamada CNPq nº 23/2025 - Bolsas de Produtividade.
Do total, 35 pesquisadores foram contemplados com bolsas de Produtividade em Pesquisa (PQ) e quatro com bolsas de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão (DT). Enquanto as bolsas PQ contemplam a produção científica continuada e a publicação de artigos, a modalidade DT tem seu foco no desenvolvimento de tecnologias produtivas e de inovação, além de patentes e transferência de conhecimento para a sociedade e o setor produtivo.
Entre os departamentos dos docentes contemplados estão os de Engenharia Química, Direito, Educação, Tecnologias de Produção e Ciências Ambientais, entre outros. Para a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (Posgrap), isso reforça a diversidade e a abrangência da produção científica na universidade. Segundo o pró-reitor da Posgrap, Eduesley Santana, o resultado reafirma a relevância da instituição no cenário científico nacional e evidencia o fortalecimento contínuo da pesquisa desenvolvida por seus docentes.
“As bolsas de produtividade do CNPq são um importante reconhecimento à excelência acadêmica, ao impacto das pesquisas realizadas e à formação de recursos humanos qualificados, contribuindo diretamente para o avanço do conhecimento em diversas áreas. Os novos bolsistas passam a integrar um conjunto já consolidado de pesquisadores produtivos da UFS, ampliando o número total de docentes com esse reconhecimento e reforçando o protagonismo da universidade na produção científica brasileira”.
Entre os destaques desse resultado, o professor Mário Ernesto Giroldo Valério, do Departamento de Física da Universidade Federal de Sergipe, atingiu o mais alto nível de produtividade do CNPq. Para o professor, a aprovação foi resultado de um trabalho conjunto que reconhece o nível de maturidade científica da instituição.
“A aprovação da bolsa de produtividade envolve o esforço pessoal combinado com a participação ativa de alunos de doutorado, mestrado, iniciação científica e tecnológica, além da convivência científica produtiva com pós-doutorandos e colegas com quem colaboramos na UFS e também em outras instituições de pesquisa do país e do exterior. Quando cheguei à universidade, não havia laboratório de pesquisa experimental em Física e a pós-graduação ainda era bastante incipiente. Eram anos de poucos recursos e muitos desafios para consolidar grupos de pesquisa. Com o tempo, a universidade cresceu, os programas de pós-graduação se fortaleceram e o cenário da pesquisa mudou significativamente para melhor”.
Mário Ernesto ainda complementa: “Minha trajetória acadêmica se confunde, em muitos aspectos, com esse processo de crescimento da pesquisa e da pós-graduação na UFS. Recebo esta bolsa com gratidão, por entender que ela reconhece não apenas o meu trabalho, mas também o esforço coletivo de alunos, colaboradores e colegas, e a oportunidade que tive de participar da construção desse ambiente de pesquisa ao longo das últimas décadas”.