Central de Triagem de Resíduos Sólidos de Neópolis é ampliada
MPT-SE destinou recursos para construção de um prédio administrativo, refeitório, banheiros e vestiários
Mais um passo em busca da valorização do trabalho das catadoras e catadores de materiais recicláveis foi dado em Neópolis, com a ampliação da Central de Triagem de Materiais Recicláveis do município.
O Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) compareceu, nesta sexta-feira (29), à solenidade de inauguração das novas estruturas do galpão, por meio da participação do procurador do Trabalho Raymundo Ribeiro.
O MPT-SE destinou R$ 307 mil para construção de novas instalações, sendo elas um refeitório, vestiários, banheiros e um prédio administrativo que irão dar mais qualidade de vida e trabalho aos catadores.
Os recursos são advindos de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre o MPT e a empresa Torre Empreendimentos, que converteu o valor de uma indenização trabalhista por dano moral coletivo em benefício dos catadores.
O procurador do Trabalho Raymundo Ribeiro afirmou que o propósito da ação é valorizar a atividade dos catadores. "O objetivo é dar mais dignidade para a coleta de resíduos em toda a região do baixo São Francisco. Para isso, uma estrutura foi montada para dar mais bem-estar aos trabalhadores.
Com essa destinação, a Política Nacional de Resíduos Sólidos recebe um impulso na região do Baixo São Francisco sergipano, contribuindo, portanto, para o trabalho decente dos catadores e a preservação ambiental", disse o procurador.
O galpão vai servir de base para o trabalho de catadores da Cooperativa Compartilhada de Catadores e Coletores de Materiais Recicláveis dos Municípios de Pacatuba, Ilha das Flores, Neópolis, Santana do São Francisco, Brejo Grande e Japoatã (Coopins), com espaços para realização de serviços de triagem de resíduos sólidos e compostagem.
O catador Antônio José, que trabalhava num lixão antes de ser cooperado, relatou as mudanças que os novos ambientes vão trazer para o seu trabalho. "Hoje a gente vai ter ambientes que a gente não tinha no lixão. Vai ter uma cantina pra tomar um cafezinho, ter um lazer, uma água gelada.
A gente também vai poder fazer a coleta na rua e quando chegar, poder tomar um banho. Isso, no lixão, a gente não tinha", disse o catador.
O presidente do Consórcio de Saneamento Básico do Baixo São Francisco Sergipano (Conbasf), Lucas Freire, destacou que essa iniciativa vai melhorar as condições de trabalho dos catadores.
"Essa é uma valorização do trabalho dos catadores que estão no dia a dia fazendo um papel essencial para a sociedade.
Estamos trazendo melhores condições de trabalho, mais segurança, mais conforto para que eles possam desempenhar a função da melhor forma", afirmou o presidente.