I Festival de Teatro Cego ficará em cartaz em Aracaju entre os dias 26 e 29 de maio
Em junho o Festival passará por Vitória e Recife
Com a proposta de estabelecer uma linguagem inédita nas artes cênicas, o I Festival de Teatro Cego traz ao público peças encenadas completamente no escuro, proporcionando uma experiência única ao convidar os espectadores a abdicarem da visão e compreenderem a trama através de outros sentidos, como olfato, paladar, tato e audição, utilizando-se de aromas, música e sensações táteis.
Escritas e dirigidas pelo dramaturgo Paulo Palado, ‘Acorda, Amor!’, ‘O Grande Viúvo’ e ‘Clarear’ são as três peças selecionadas para o Festival, que ficará em cartaz em Aracaju entre os dias 26 e 29 de maio, na Galeria de Arte Sesc Cícero Alves dos Santos. O I Festival de Teatro Cego estreou no Rio de Janeiro em abril e em junho seguirá para Recife e Vitória. Cada uma das cidades receberá duas apresentações de cada espetáculo, somando seis sessões em cada capital, todas com ingressos gratuitos.
A temporada no Rio de Janeiro atraiu nomes consagrados do Teatro, como o veterano ator Paulo Betti, que ficou completamente impactado com o que viu. “É uma experiência inacreditável e absolutamente diferente. Eu nunca vi uma peça tão interessante quanto essa”, disse ele, após assistir Acorda Amor.
O Espaço Cênico no Teatro Cego - Ao contrário de uma peça convencional, onde o espectador vê primeiro o cenário, que depois vai sendo preenchido por movimento e vida, no Teatro Cego tudo começa em uma escuridão profunda e total. Após a entrada dos atores, com a movimentação e utilização dos espaços, é que o cenário vai se revelando na imaginação de cada pessoa. Durante o espetáculo, sons, vozes e cheiros chegam aos espectadores vindos sempre de locais diferentes, dando a sensação de que eles estão realmente inseridos no ambiente cênico. Tais sensações são o caminho para a compreensão da trama, mesmo ela ocorrendo completamente no escuro.
O elenco é formado por atores com deficiência visual, atores com baixa visão e atores videntes - que enxergam. “Fazer uma peça no escuro nos permite trabalhar com códigos muito profundos, possibilita ao ator outras formas de se expressar, e abre um campo de trabalho para pessoas que não enxergam. Além disso, o teatro torna-se campo para acessibilidade, onde o público pode exercitar a empatia e se sentir no lugar de quem não enxerga”, diz Palado, que desenvolve o formato Teatro Cego desde 2012 com a Companhia homônima.
Para a segurança da plateia, artistas e produção, a sala escura onde os espetáculos acontecem é monitorada em tempo integral por uma pessoa da produção, através de câmeras de infravermelho e um sistema de iluminação emergencial é instantaneamente acionado em caso de emergência. “Antes do início de cada sessão, o público recebe orientações de segurança e sobre como proceder para que o espetáculo aconteça da melhor forma possível”, explica o diretor.
Sucesso de público e crítica: Além das três peças que estrelam o Festival, outros textos fazem parte do cardápio de peças criadas pela companhia, como “Um Outro Olhar”, “O Reino de Lindsor”, “A Festa da Inclusão” e “Another Sight”. Todas elas já emocionaram espectadores em inúmeros teatros, dentro e fora do Brasil.
Em agosto de 2025 o Teatro Cego foi um dos representantes do Brasil no Fringe Festival, em Edimburgo, o maior festival de arte do planeta, onde foi indicado aos prêmios de Melhor Espetáculo de Neurodiversidade e Melhor Experiência em um Espetáculo durante o festival. A temporada teve grande repercussão na imprensa britânica, com destaque para entrevistas no jornal The Guardian e na rádio BBC.
O Festival de Teatro Cego é um projeto da R.Gamboa Arte & Cultura com patrocínio da TAG, transportadora de gás, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Parceiros: Durante esses quatorze anos de atividades, a Companhia de Teatro Cego trabalhou em parceria com diversas instituições. Entre elas, o BOS – Banco de Olhos de Sorocaba, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, a Laramara - Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, a Fundação Dorina Nowill para Cegos, a Cabelegria, que doa perucas para mulheres em fase de quimioterapia e a Sight Scotland, em Edimburgo.
Sobre o Patrocinador: A TAG detém a mais extensa rede de gasodutos de transporte de gás natural do país, com mais de 4.500 km, que atravessam quase 200 municípios de dez estados brasileiros. São 3.700 km na região costeira do Brasil – nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro –, e outros 800 km no Amazonas.
A companhia tem como acionistas a ENGIE, com 50% de participação, importante player na transição energética global, com o propósito de acelerar a transição para uma economia neutra em carbono e que, no Brasil, é líder em energia 100% renovável, atuando em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas. Os demais 50% pertencem ao CDPQ, grupo de investimentos global com forte atuação no Brasil.
Sinopses das peças
- ACORDA, AMOR! (classificação etária: 14 anos) - O espetáculo une a música de Chico Buarque ao Teatro Cego, com trilha sonora executada ao vivo pela banda Social Samba Fino, também completamente no escuro. As músicas costuram a trama e ajudam a contar a história de quatro jovens que lutam contra o governo militar nos anos 70. Enquanto tentam driblar os militares, Paulo, Lucas e Cesar lutam pelo amor de Natasha.
- O GRANDE VIÚVO (classificação etária: 12 anos) - A peça é inspirada no conto homônimo, extraído do livro “A Vida Como Ela É”, de Nelson Rodrigues e conta a história de Jair, um viúvo que, após ter perdido sua amada esposa Dalila, informa à família que também quer morrer e ser enterrado junto à falecida. A situação só é resolvida quando uma mentira é inventada pela família, para dissuadir o viúvo da ideia da morte. Durante o espetáculo, um trio de musicistas executa uma trilha musical ao vivo.
- CLAREAR (classificação etária: 10 anos) - O Espetáculo conta a história de uma diarista e sua patroa que passam, ao mesmo tempo, por um tratamento de câncer. As duas encontram-se em momentos diferentes da doença, com a diarista praticamente curada e a patroa iniciando a quimioterapia. A relação dessas duas mulheres mostra as diferentes posturas e dificuldades que pessoas de classes sociais distantes têm diante desse desafio, ao mesmo tempo em que a compreensão das condições de cada uma delas faz nascer uma amizade que se tornará a principal ferramenta de suas lutas. A trama fala sobre generosidade, empatia, amor, medo, superação, respeito e autoestima.
Ficha Técnica (Relativa aos três espetáculos do Festival)
- Textos e direção – Paulo Palado
- Produção Executiva – Luiz Mel
- Produção Geral - Lourdes Rocha
- Planejamento e Programação – Ana Paula Cardozo
- Técnico de Som – Jorge Alex Machado
- Equipe de produção – Zan Martins, Rosana Antão e Guilherme Ayres
- Sonoplastia – Gustavo Casquel
- Elenco – Ed Cotrim, Lumma Sanches, Ana Righi, Naiara de Castro, Ian Nopeney, Dida e Paulo Palado.
- SOCIAL SAMBA FINO:
- Cavaquinho e voz - Luiz Mel
- Guitarra – Abner Phelipe
- Piano - Anderson Ramos
- Contrabaixo - Jackson Lourenço
- Bateria - Vitor Cabral
- Percussão geral - Paulinho Domingos e Cláudio Martins
Serviço
- I Festival de Teatro Cego
- Aracaju - 26 a 29 de maio
- Dias 26 e 27/ 05, terça e quarta-feira, às 19h30 - 01 sessão por dia Acorda, Amor!
- Dia 28/05, quinta-feira, às 14h e 19h - 02 sessões de O Grande Viúvo
- Dia 29/05, sexta-feira, às 14h e 16h - 02 sessões de Clarear
- Valor: Grátis - Retirada de Ingressos uma hora antes de cada sessão
- Local: Galeria de Arte Sesc Cícero Alves dos Santos
- Endereço: Rua Senador Rollemberg, 301, São José, Aracaju
Vitória - 10 a 14 de junho
Recife - 19 a 21 de junho
Já realizado:
Rio de Janeiro - 16 a 19 de abril