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Aracaju (SE), 15 de abril de 2026
POR: Ayalla Anjos
Fonte: Assessoria de Comunicação e Imprensa EGBÉ
Em: 13/04/2026 às 11:11
Pub.: 13 de abril de 2026

Mercado EGBÉ encerra primeira edição e fortalece o audiovisual sergipano em articulação direta com o mercado nacional

Mercado EGBÉ encerra primeira edição e fortalece o audiovisual sergipano em articulação direta com o mercado nacional - Foto: Lucas Rabelo/Assessoria de Comunicação e Imprensa EGBÉ

Com 10 projetos sergipanos entre os selecionados, o Mercado EGBÉ encerrou sua primeira edição, realizada entre 8 e 10 de abril no Sesc Hotel, ampliando a presença da produção local em um ambiente de negociação com empresas do audiovisual brasileiro. Ao todo, 22 projetos de diferentes regiões do país participaram da iniciativa, que integrou a programação da 9ª EGBÉ – Mostra de Cinema Negro e reuniu realizadores negros em rodadas de negócios, consultorias, debates e pitching público com premiações.

Primeira ação de mercado audiovisual realizada em Sergipe, o Mercado EGBÉ foi estruturado para aproximar realizadores locais de agentes estratégicos da cadeia produtiva, em um contexto historicamente marcado pela concentração de oportunidades fora do estado. Ao longo de três dias, representantes da Globoplay, Canal Curta!, Conspiração Filmes, Tem Dendê Produções, Cinema Inflamável, Fistaile e Descoloniza Filmes participaram de rodadas de negócios com os projetos selecionados, em encontros de cerca de 20 minutos voltados à negociação, desenvolvimento e circulação de obras.

Antes das rodadas, os realizadores passaram por consultorias com profissionais do setor, em um processo de preparação voltado à qualificação dos projetos para o ambiente de mercado. “A gente não queria que os produtores chegassem às rodadas sem antes poder aprimorar seus projetos. Por isso promovemos momentos de troca com consultores e mentores, porque um olhar de fora sempre pode trazer algo que a gente ainda não percebeu”, afirmou a consultora da ação de Mercado e pitching, Claudia Gonçalves.

A realização do mercado em Sergipe responde a uma demanda histórica do setor audiovisual local por acesso a espaços de negociação. “Realizar esse encontro em Sergipe, e de forma gratuita, é uma forma de ampliar o acesso e valorizar os cineastas locais”, destacou o produtor executivo João Brazil. A iniciativa também impacta diretamente as condições de participação dos profissionais. “Muitas vezes a dificuldade de acessar os eventos do eixo Rio–São Paulo passa por transporte e hospedagem. Aqui conseguimos estar presentes de forma muito mais fácil”, afirmou o realizador Douglas Santos.

Para a diretora-geral e artística da EGBÉ, Luciana Oliveira, a realização do Mercado marca um momento estratégico para o audiovisual sergipano. “Para a gente, é muito interessante realizar o Mercado EGBÉ neste momento porque vários projetos sergipanos estão tendo uma circulação muito interessante. Há projetos sendo internacionalizados e ganhando novos voos. Receber aqui projetos de várias regiões do país é muito significativo para a gente”, afirmou.

Além de ampliar o acesso, o Mercado EGBÉ também atua na formação de redes e no fortalecimento da produção local. “Aqui a gente está conversando com os mesmos players e as mesmas empresas que estão nesses outros mercados, mas agora em Sergipe. A gente tem projetos para apresentar, o que muitas vezes falta é oportunidade”, destacou o cineasta sergipano Fellipe Paixão.

O encerramento do Mercado foi marcado pelo pitching público, considerado um dos momentos centrais da programação, com a apresentação de projetos a uma banca de players e profissionais do setor. Entre os premiados, Onilé e Candomblé de Sergipe, ambos de Sergipe, receberam passaportes para o Nordeste Lab. O longa Francisca Luís (BA) foi contemplado com consultoria de roteiro pelo Paradiso Multiplica, enquanto Zoinho e os Pequenos Curiosos (BA) recebeu consultoria de desenho de audiência da Fistaile e Fábio e Américo, um amor no improviso (RJ), serviço de legendagem internacional pela Video Eye.

Os resultados do pitching apontam para a continuidade dos projetos para além do evento e reforçam a importância da iniciativa para o desenvolvimento do setor no estado. “Para a gente foi super importante essa participação. Traz essa possibilidade de apresentar nosso trabalho para diversos players, para circulação, para investimento, coprodução”, afirmou Danielle Azevedo, representante de Candomblé de Sergipe.

Com a conclusão da primeira edição, o Mercado EGBÉ aponta para a consolidação de Sergipe como um território ativo no audiovisual brasileiro, ao ampliar o acesso de realizadores locais a espaços de negociação e inserção no setor. A iniciativa inaugura um caminho que tende a impactar a produção, a circulação e a sustentabilidade do audiovisual no estado nos próximos anos.

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