Aracaju (SE), 23 de maio de 2022
POR: Asscom Unit
Fonte: Asscom Unit
Em: 21/01/2022 às 11h36
Pub.: 21 de janeiro de 2022

Fósseis de animais históricos encontrados em Gararu representa identidade cultural da região


Há quase seis anos, pesquisadores se aprofundam na busca por materiais da época da megafauna encontrados no Sítio Elefante na cidade de Gararu.


Fósseis encontrados em Gararu (Foto: MPF)

Fósseis encontrados em Gararu (Foto: MPF)


Há quase cinco anos, foi encontrado na cidade de Gararu, interior de Sergipe, pela primeira vez, resquícios de artefatos arqueológicos. Dentre os materiais recolhidos no sítio paleontológico conhecido como Sítio Elefante pelos pesquisadores da área, se destacaram fósseis da megafauna, duas espécies de preguiças terrestres, uma delas gigante (com mais de 3 metros de altura), tatus gigantes, tigres dente de sabre, uma espécie extinta de elefante chamada de estegomastodonte, camelídeos e equídeos, entre outros mamíferos extintos de grande porte.


A professora do curso de História EaD da Universidade Tiradentes, Eunice Aparecida Borsetto (Foto: Asscom Unit)

A professora do curso de História EaD da Universidade Tiradentes, Eunice Aparecida Borsetto (Foto: Asscom Unit)

Na América do Sul existiram cerca de 37 espécies nativas da megafauna e seus fósseis já foram encontrados em estados como Bahia, Minas Gerais e Paraná. Para Eunice Aparecida Borsetto, licenciada em História e especialista em História e Cultura no Brasil e professora da Licenciatura em Pedagogia e História na modalidade EaD, da Universidade Tiradentes, afirma que todo o processo de preservação desses fósseis tem como resultado o incremento de técnicas e relações culturais entre indivíduos, preservando a identidade cultural da região. 


“É importante salientar a relevância dos estudos paleontólogos para entender a evolução das espécies e dos ambientes geológicos ao longo da história civilizatória, que auxilia na compreensão do desenvolvimento geográfico na região e suas consequências sobre o solo, clima e sobrevivência. O homem que possui conhecimento das diversas fontes de informações sobre sua ancestralidade, memória e identidade cultural do ambiente em que vive, sejam elas fragmentos ou pinturas rupestres, passa a valorizar seu legado histórico e sua cultura através do incentivo a pesquisa, manutenção e divulgação das mesmas, bem como, a valorização e o incremento turístico sustentável, deste e de outros sítios arqueológicos”, reitera Eunice. 


Os trabalhos de pesquisa são feitos pela equipe de Patrimônio Cultural e Comunidades Tradicionais da Fiscalização Preventiva Integrada do São Francisco da Tríplice Divisa (FPI) do São Francisco. Em 2019, os pesquisadores encontraram três fragmentos de fóssil que ainda não foram identificados e 12 novas peças na cidade de Gararu. Os fósseis foram localizados próximo à residência de um morador das redondezas do Sítio Elefante e os pesquisadores encontraram o material após verem um cachorro brincando com um fragmento fóssil. Eles foram recolhidos e entregues para guarda da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

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