Aracaju (SE), 18 de janeiro de 2022
POR: Assessoria Unimed/SE | AGÔ - Comunicação Estratégica
Fonte: Assessoria Unimed/SE | AGÔ - Comunicação Estratégica
Em: 14/01/2022 às 07h04
Pub.: 14 de janeiro de 2022

Infectologista cooperada Unimed Sergipe ressalta importância da vacinação de crianças contra Covid-19


Os imunizantes contra a Covid-19 destinados às crianças entre 5 e 11 anos devem ser entregues aos Estados a partir desta sexta-feira, 14, de acordo com o Ministério da Saúde. Crianças nessa faixa etária foram incluídas no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 no início deste mês.


Márcia Maria Macêdo, médica infectologista cooperada Unimed Sergipe (Foto: Assessoria Unimed/SE | AGÔ - Comunicação Estratégica)

Márcia Maria Macêdo, médica infectologista cooperada Unimed Sergipe (Foto: Assessoria Unimed/SE | AGÔ - Comunicação Estratégica)

O primeiro lote que chegou ao Brasil contém 1,2 milhão de doses. Segundo a infectologista cooperada Unimed Sergipe, Márcia Maria Macêdo, a vacina que será utilizada nas crianças possui algumas diferenças do imunizante aplicado nos adultos desde o início da campanha de vacinação.


"A vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos  tem dosagem e composição diferente da aplicada em adultos e adolescentes. A aplicação será de 0,2ml com frasco de tampa laranja para facilitar a identificação e o intervalo entre as doses será de oito semanas”, explica a médica.


A imunização das crianças também terá uma ordem de prioridade estabelecida pelo Ministério da Saúde. Crianças que apresentam comorbidades e deficiências serão priorizadas, assim como as indígenas e quilombolas, seguidas das que convivem com pessoas que fazem parte de algum grupo de risco. Após estes grupos iniciais, a imunização contemplará crianças sem comorbidades, de acordo com a ordem decrescente de idade.


Segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em 2021, ocorreram 1.400 óbitos infanto-juvenis, ou seja, de pessoas abaixo dos 18 anos. Apesar de ser considerado um número baixo em relação às outras faixas etárias, Márcia explica que a vacinação de crianças também é fundamental.


"Se existe vacina contra Covid-19 segura e eficaz, nossa obrigação é proteger as crianças. Apesar da maioria apresentar quadros mais leves, também existem óbitos. Das 1.400 mortes no ano passado,  metade delas foram de bebês que tinham menos de dois anos e um terço menor de um ano. Ainda  9% eram bebês até 28 dias. Além do risco de morte, existe a possibilidade de sequelas após a Covid-19 e de transmissão aos bebês que não podem ser vacinados e demais pessoas. Quanto menor a circulação do vírus, consequentemente, menor a possibilidade de novas variantes, contágios, doentes e óbitos. Vacinar é preciso e urgente. Vacinas salvam vidas", ressalta a infectologista.

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