Aracaju (SE), 01 de dezembro de 2021
POR: Adepol/SE
Fonte: Adepol/SE
Em: 21/10/2021 às 00h00
Pub.: 21 de outubro de 2021

Mesa de Negociação do Governo não traz avanços para o Movimento Polícia Unida


Frustração é o sentimento do Movimento Polícia Unida, nesta quinta-feira, após a reunião com representantes do Governo do Estado, na Secretaria de Administração. A Mesa de Negociação Permanente convidou o Movimento Polícia Unida para discutir seu pleito e a expectativa de todos era que houvesse evolução na pauta do adicional de periculosidade, reivindicado pelos policiais civis, policiais militares e bombeiros militares, mas não aconteceu avanço.


Mesa de Negociação do Governo não traz avanços para o Movimento Polícia Unida (Foto: Adepol/SE)

Mesa de Negociação do Governo não traz avanços para o Movimento Polícia Unida (Foto: Adepol/SE)


A reunião girou em torno da pauta que vem sendo trabalhada há um ano e três meses e que já tinha sido discutida naquela mesma Secretaria com o então titular da pasta George Trindade há dois meses. E assim como ocorreu na primeira oportunidade, novamente, os representantes dos policiais e bombeiros sergipanos saíram sem ouvir uma contraproposta oficial do Governo do Estado. 


Os líderes do Movimento reafirmaram que a pauta única é o adicional de periculosidade e que não abre mão de que a concessão atinja ativos e inativos de igual forma. 


O presidente da Adepol/SE, Isaque Cangussu, fez questão de registrar que o Estado já tinha ciência de todas estas informações e que as categorias esperavam iniciar as negociações de fato. “A reunião propositiva não ocorreu. O que aconteceu foi mais uma reunião preliminar, semelhante a que tivemos com George Trindade. Deixamos claro que não discutiremos propostas diferentes para cada cargo da mesma instituição, ou entre policiais civis e militares, nem entre ativos e inativos. O próprio governador, na casa da senadora Maria do Carmo disse que as questões circunstancias estavam superadas e que o problema era de ordem financeira. Queremos encontrar, então, uma proposta viável do ponto de vista econômico. O que o governo pode pagar a partir  de quando e de que forma”, diz o delegado. 


Ressaltando que o diálogo com o Governo sempre esteve aberto, o secretário de Estado da Administração, Manuel Dernival Santos, acredita que a reunião de hoje teve avanços. “A expectativa de vocês só ficou adiada em nome de três cenários: primeiro, precisávamos saber de vocês se haveria outras demandas que não fossem financeiras; segundo, ter ciência se o cálculo do impacto deveria considerar os inativos; e terceiro, fazer a discussão técnica da questão legal, mormente para que se busque uma solução técnica que contemple os inativos”, disse o secretário, referindo-se, por último, à reunião agendada para a próxima terça-feira, 26, com o procurador-geral do Estado, Dr. Vinícius Thiago. 


Isaque Cangussu, falando sobre o fato da pauta ser única, ressaltou: “Nós temos isto como uma premissa, não abriremos mão de lutar pela concretização desse nosso direito constitucional. Mas estamos dispostos a encontrar conjuntamente um caminho que o governo entenda que é viável, dentro de um percentual e de um prazo razoáveis". Completou: "Nós estamos unidos e irmanados. E sobre as dificuldades alegadas pelo Estado, nós já temos conhecimento, até porque há quase uma década não recebemos reposição salarial, sempre diante do discurso que o Estado está passando por dificuldade”, diz. 


E o vice-presidente da Adepol/SE, o delegado Adelmo Pelágio, também entendeu que a reunião foi absolutamente inócua e em relação à questão da necessidade de avanço do pleito, disse: “Nós estamos em um processo de mobilização e a nossa mobilização não é subjetiva, nada temos contra a pessoa do governador, mas estamos na luta por um direito constitucional. Espero que ele nada tenha contra nós também, que compreenda que na democracia dificilmente se conquista algum direito sem luta. Estamos reivindicando, temos a nossa liberdade sindical. Vamos continuar lutando por um direito social fundamental constitucionalizado. É a luta pelo óbvio e vamos prosseguir”, explica. 


Além da diretoria da Adepol/SE e do secretário de Administração, estiveram presentes na reunião: a secretária da Inclusão Social, Lucivanda Rodrigues; o procurador-geral do Estado, Vinícius Oliveira; o procurador do Estado, Carlos Henrique; o diretor do Sergipe Previdência, José Roberto Lima; o presidente do Sinpol/SE, Adriano Bandeira; o diretor jurídico do Sinpol/SE, Ênio Nascimento; o presidente da Assomise, Cel. Adriano Reis; o presidente da Única, Cb. Will Guerreiro; o presidente da Asmirp, Sargento José Marcos Moraes; e o vice-presidente da Amese, Mj. Ildomário Gomes (Amese).

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