Aracaju (SE), 14 de maio de 2021
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 22/04/2021 às 00h00
Pub.: 22 de abril de 2021

Psicólogo orienta pais a prestarem atenção às queixas dos filhos


Psicólogo e gerente de Humanização do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho, Dirceu Betti (Foto: SES/SE)

Psicólogo e gerente de Humanização do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho, Dirceu Betti (Foto: SES/SE)

A rotina da criança é uma realidade em construção e que precisa de cuidado e atenção. Esse alerta é do psicólogo e gerente de Humanização do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho, Dirceu Betti, quanto ao saber ouvir e identificar os sinais que uma criança dá quando algo errado está acontecendo com ela e muitos pais acabam desprezando ou negligenciando o mundo infantil.


“Considerem aquilo que a criança está dizendo como algo da necessidade dela e verdadeiro, porque quando você aceita vai poder fazer uma análise e discutir com ela. Se os pais desprezam o que a criança emite, acabam perdendo a chance de ajudá-la. Nesse mundo da realidade infantil para a criança é um mundo verdadeiro, se ela diz que doí, que incomoda, que sofre, é porque realmente incomoda e os adultos mantêm uma distância, elas dão sinais de que não estão bem ou alguma tristeza ou desajuste e os pais não ouvem”, explicou o psicólogo.


O meio em que a criança é criada também diz muito sobre o comportamento que ela vai desenvolver. “Se os pais são ansiosos e depressivos é dentro dessa realidade que a criança vai construir a dela, então a criança começa a apresentar sintomas que são do próprio ambiente, os próprios pais falam cuide dessa criança que ela tá com problemas. Quando você vê a criança brincar, contar história, ela tá contando a história da dinâmica familiar, aí você vê que o problema é do ambiente”, alertou Dirceu Betti.


Muitas vezes, os adultos por se manterem numa hierarquia sem valor, colocam o mundo da criança sem importância. Por isso, antes de rotular ou classificar a criança sobre o nome de qualquer sintoma ou classificação psiquiátrica ou psicológica, é importante rever a própria dinâmica familiar. “Antes de qualquer ação é importante começar a perceber qual a responsabilidade ou implicação que os pais têm no adoecimento do filho e a partir daí rever a própria dinâmica familiar”, concluiu o psicólogo.

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