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Aracaju (SE), 26 de maio de 2026
POR: Agência Aracaju de Notícias
Fonte: Prefeitura de Aracaju
Em: 25/05/2026 às 14:50
Pub.: 26 de maio de 2026

Prefeita Emília Corrêa articula diálogo para garantir avanço da obra de dragagem do Rio Poxim

Prefeita Emília Corrêa articula diálogo para garantir avanço da obra de dragagem do Rio Poxim - Foto: Felipe Bass

Na tarde desta segunda-feira, 25, a prefeita de Aracaju Emília Corrêa reuniu representantes de órgãos e instituições no auditório da Prefeitura para discutir os entraves que vêm impedindo o avanço efetivo da obra de dragagem do Rio Poxim, considerada estratégica para minimizar os impactos das chuvas e melhorar o escoamento das águas em áreas da capital.

O encontro teve como objetivo buscar soluções conjuntas e ampliar o diálogo entre os envolvidos no processo. Durante a reunião, a prefeita destacou que é necessário mais celeridade para que a intervenção avance. “A nossa preocupação é encontrar uma solução para que essa obra avance o mais rápido possível.

Estamos falando de uma intervenção importante para a população, especialmente para comunidades que convivem constantemente com alagamentos. O município está fazendo sua parte, buscando diálogo, alternativas técnicas para agilizar e destravar esse processo”, afirmou a prefeita.

O projeto da dragagem do Rio Poxim teve início ainda na gestão passada, quando foram realizados os primeiros estudos técnicos e ambientais necessários para viabilizar a intervenção.

A secretária municipal do Meio Ambiente, Emília Golzio, explicou que a obra recebeu autorização em 2024, mas esbarrou na necessidade de uma anuência conjunta envolvendo órgãos ambientais estaduais para permitir a captura de fauna e a retirada de parte da vegetação necessária para execução do projeto.

Segundo ela, a ausência dessa autorização tem impedido o avanço da obra. A secretária afirmou ainda que, diante da demora superior ao prazo legal de 90 dias para resposta dos órgãos estaduais, o município passou a discutir alternativas para conduzir diretamente os procedimentos necessários, respaldado pela capacidade técnica e jurídica da própria gestão municipal.

“A gente entende que essa demora tem prejudicado diretamente o desenvolvimento da obra e, consequentemente, a população que sofre com os alagamentos. O município possui capacidade técnica para conduzir esse processo e agora busca caminhos legais para garantir que a obra avance sem depender exclusivamente do Estado”, destacou.

Ela informou ainda que os próximos passos incluem uma reunião com a Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (ANAMMA) para discutir mecanismos que permitam ao município assumir parte das competências necessárias para continuidade da obra.

Caso não haja avanço nas tratativas, a Prefeitura deverá protocolar, junto à Procuradoria-Geral do Município (PGM), medidas administrativas para garantir a execução dos procedimentos necessários de forma autônoma.

Também presente na reunião, o presidente da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente, Allan Max Andrade, afirmou que a orientação da entidade é para que o município fortaleça juridicamente seus procedimentos administrativos por meio de instruções normativas e portarias que deem respaldo às ações ambientais necessárias para execução da obra.

De acordo com o presidente da entidade, há entendimento de que a situação apresentada não se enquadra nas restrições previstas para captura de fauna destinada a criadouros ou pesquisas científicas, mas sim em ações temporárias de manejo e triagem de animais silvestres para posterior devolução ao habitat natural, atendendo à legislação ambiental vigente.

Ao final da reunião, ficou definido que a Procuradoria-Geral do Município deverá avançar na construção dos instrumentos jurídicos necessários para permitir a retomada dos procedimentos administrativos e viabilizar o início da dragagem do Rio Poxim.

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