Aracaju (SE), 07 de julho de 2022
POR: Marcio Rocha
Fonte: Marcio Rocha
Em: 22/06/2022 às 11h03
Pub.: 22 de junho de 2022

Consumo sergipano atinge 44 bilhões de reais em 2021 :: Por Marcio Rocha


Todos os anos, a editora IPC Brasil, empresa de marketing empresarial que estuda a fundo o mercado econômico dos estados e municípios, publica o IPC Maps, relatório em que constam as principais informações econômicas catalogadas pela editora. Em Sergipe, a representação da editora está sob responsabilidade do cientista econômico Marcio Rocha. Os dados apresentados são do ano de 2021.


O estudo em questão trata-se de um banco de dados secundários, elaborado com base em dados divulgados por instituições oficiais. O produto contempla o perfil de consumo das populações urbanas e rurais dos 75 municípios sergipanos, possibilitando múltiplas análises em função da facilidade de gerenciamento de seus dados através de recursos de geoprocessamento. As informações são organizadas por regiões demográficas, mesorregiões, microrregiões e municípios como unidades referenciadas de consumo.


Por meio da sua atualização anual, se consegue um retrato dinâmico do mercado sergipano. O perfil de cada município é detalhado com dados demográficos, número de empresas e potencial de consumo de 22 categorias segmentadas por classe socioeconômica.


Síntese
Sergipe mantém a posição há três anos, no que diz respeito ao ranking nacional de consumo, sendo o vigésimo-terceiro estado em volume de transações comerciais no Brasil. Dado por ser o menor estado e um dos com menores populações, representando apenas 0,7% do comércio no Brasil (IBGE 2021), é uma boa situação.


O consumo em Sergipe apresentou uma elevação considerável de 23,1% na variação anual do consumo da população. Há de se ponderar que 2021 houve fatores contributivos para a elevação do consumo no estado. A exemplo da volta dos consumidores para o mercado varejista após quase um ano com dificuldades de funcionamento das lojas e cerca de 150 dias de fechamento completo em 2021; a introdução do auxílio emergencial que colocou mais de 3 bilhões na economia sergipana ao longo do seu período de pagamento; a variação do mercado de trabalho, com demissões em nível moderado (cerca de 14 mil nos meses de fechamento das atividades econômicas), mas com alto volume de contratações desde setembro de 2020, passando por 2021, com altíssimo grau de geração de emprego (em dezembro de 2020 foram recuperados os 14 mil perdidos, e gerados quase 15 mil novos empregos em todo o ano de 2021); a volta da confiança do empresário do comércio no pós-pandemia (ICEC CNC 2021); entre outros fatores pormenorizados.


Contando os fatores acima, o comércio sergipano movimentou 43 bilhões de reais ao longo do ano de 2021, o que leva à conclusão de que semanalmente são inseridos 826 milhões de reais no mercado de consumo sergipano. 


Entretanto, O número de empresas no estado está menor que no ano anterior. As empresas registradas em 01 de janeiro de 2022 totalizaram 136.048, contra 137.827 no dia 01 de janeiro de 2021. Assim perfazendo o número negativo de -1.779 empresas fechadas no estado no ano passado, apresentando variação de queda de -1,3%.


Detalhamento de informações Sergipe
O share de consumo de Sergipe, de acordo com o IPC Maps, é 0,77324, o que corrobora com o indicador apresentado na síntese, atribuído ao IBGE. Ou seja, o consumo sergipano é menor que 1% do total de consumo nacional, com Despesa de Consumo Final (DCF) totalizando R$ 43.629.654.704,00. O Produto Interno Bruto (PIB) do estado foi de R$ 44.689.482.280,00. A diferença entre o PIB e o valor de consumo é de 1.059 bilhão de reais (PIB-DCF).


O consumo per capita sergipano é de R$ 30.551,15, divididos entre R$ 22.909,80 para os consumidores das áreas urbanas e 7.642,25 entre as pessoas residentes nas áreas rurais. Na divisão individual mensal, a média de consumo é de R$ 1.909,15 para os moradores das áreas urbanas, e R$ 636,85 nas áreas rurais. O que indica claramente que as pessoas do interior consomem menos que um salário-mínimo mensal. Dadas as condições econômicas do estado, por ter grande quantidade de pessoas dependentes de programas sociais, não devemos estranhar essa informação. Entretanto, observá-la com cautela. 


Empresas
Das atuais 136.048 empresas registradas em Sergipe, a grande maioria se concentra no setor de serviços, com 74.728 CNPJs do segmento; já as atividades comerciais perfazem 41.655 empresas, sendo 37.971 do comércio varejista e 3.684 do comércio atacadista distribuidor; as atividades industriais chegam ao total de 19.049 empresas no segmento; em último lugar, o agronegócio, com 616 empreendimentos no segmento.


Consumo por classe
A divisão de consumo por classe, de acordo com o IPC, estabelece a classe B como maior consumidora proporcional, com Despesa de Consumo 14.325.619.284,00 (37,3%); seguida da classe C, com 13.316.875.014,00 (34,7%) de DC; e fechando a conta, as classes D e E somadas, com DC de 6.329.768.316,00 (16,5%); e a classe A, com 4.458.675.747 (11,5%) de Despesa de Consumo.


A classe que mais movimenta o setor supermercadista e varejista alimentício, proporcionalmente, é a unificação das classes D e E, com 1/5 de sua receita aplicada nas compras de varejo alimentar; nestas classes, encontram-se as famílias que recebem até 2 salários-mínimos mensais.


Despesas de habitação, como financiamentos de casas e apartamentos lideram os investimentos pessoais da classe C; nesta classe a o vencimento é de até 6 salários-mínimos mensais.


Nas classes A e B, o que mais salienta para consumo é o investimento em compra de veículos novos. Ressalta-se que estas componentes são as famílias com receita de 7 a 20 salários-mínimos mensais, para a classe B, e acima de 20 salários-mínimos mensais, para a classe A.

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