Aracaju (SE), 26 de novembro de 2021
POR: Raquel Almeida
Fonte: Raquel Almeida
Em: 06/10/2021 às 22h12
Pub.: 07 de outubro de 2021

O que aprendemos com a queda do Facebook :: Por Raquel Almeida


Raquel Almeida*


O que aprendemos com a queda do Facebook (Imagem: Reprodução)

O que aprendemos com a queda do Facebook (Imagem: Reprodução)

A queda global, na última terça-feira, 04, do WhatsApp, Instagram e Facebook, que pertencem ao conglomerado Facebook de Mark Zuckerberg, foi explicada pela empresa como uma falha interna: um defeito durante alteração em suas configurações. A plataforma informou também que não houve um ataque hacker nem vazamento de dados de usuários.


Não faltaram especialistas para explicar o apagão e a possibilidade levantada por muitos foi de um erro de DNS - Domain Name System ou Sistema de Nomes de Domínios) - em que um computador com uma espécie de banco de dados relaciona o endereço "nominal" ao endereço real para poder acessá-lo. Quando ocorre uma falha em um desses servidores, o endereço IP fica fora de alcance. É como se o "GPS dos sites” não conseguisse encontrar a rota para levar os usuários até as páginas. 


Mas é claro que não podemos deixar de achar estranho que isso tudo ocorreu um dia após uma ex-funcionária fazer denúncias sérias contra o Facebook. E também  pela queda geral ocorrer na mesma semana em que o Facebook é centro de uma discussão econômica, ética e moral dentro dos mercados financeiro e de mídias nos EUA.


Bem quando a empresa está enfrentando uma série de acusações, após divulgação das reportagens do Wall Street Journal, que revelaram que o Facebook sabia sobre os problemas com seus produtos, dentre eles o Instagram causar danos à saúde mental de adolescentes e propagar desinformação sobre os eventos no Capitólio, em janeiro deste ano. Além das discussões nos EUA  sobre o Facebook manipular seu próprio algoritmo para trazer cada vez mais ódio (discussões ferrenhas e polarização) e, com isso, mais engajamento, sem se preocupar com o bem comum.


Todos esses acontecimentos nos fazem refletir se ocorreu mesmo uma falha interna numa semana “errada” ou se foi uma jogada de marketing do Facebook para lhe mostrar a dependência destes aplicativos (de redes sociais e mensagens instantâneas). Levantando a discussão de que, se estas empresas tiverem qualquer espécie de regulamentação externa, podem romper a função que têm hoje em dia na comunicação e entretenimento.


Não podemos deixar de ressaltar o peso desses aplicativos para o funcionamento de algumas empresas, que os utilizam para divulgar seu trabalho e se comunicar. Sabemos como o Whats App revolucionou a nossa forma de nos comunicar.


Pensando no que ocorreu, o que sugiro é que você diversifique sua comunicação. Se a comunicação com a sua comunidade está concentrada em um só lugar, é provável que tenha tido um dia péssimo. E o mais preocupante é o impacto que isso possa ter causado no seu negócio.


Ressalto a importância de construir uma comunidade engajada, pois se ela for fiel à sua marca, não importa o meio de comunicação que vocês irão utilizar. É neste momento que entendemos que sua marca precisa ser de fato multimídia.


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Não é a primeira vez
Falhas nos serviços do Facebook não são inéditas: só este ano, os apps tiveram instabilidade pelo menos três vezes, em março, junho e setembro. Geralmente, as redes sociais voltam a funcionar em menos de duas horas. No blecaute desta segunda, foram quase sete horas sem retorno, o que não é comum.


Memes
Para variar, a queda global destes três aplicativos foi motivo de divulgação de vários memes pelo twitter e telegram.


*Raquel Almeida é jornalista, assessora de comunicação, social media e editora experiente. Mais de 20 anos trabalhando na área de Comunicação, dentre eles 14 anos como editora do Portal Infonet. Especializada em Comunicação Digital, Web Jornalismo, Novas Mídias e EAD.

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