07 de janeiro de 2020
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 07/01/2020 às 11h22

Otite externa: especialista alerta sobre cuidados durante o verão


Otorrinolaringologista do Huse, Antônio Roberto Setton (Foto: SES/SE)

Otorrinolaringologista do Huse, Antônio Roberto Setton (Foto: SES/SE)

É verão, período de férias e muita diversão. Com o aumento da temperatura nada melhor que um mergulho no mar ou piscina para se refrescar. No entanto, alguns cuidados com o ouvido devem ser tomados por aqueles que exageram com tantos mergulhos e banhos demorados. Em 2019, no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), foram registrados durante o verão, 1.988 casos de usuários com dor de ouvido, otite, ouvido tapado, surdez, entre outros sintomas. O otorrinolaringologista do Huse, Antônio Roberto Setton, destaca alguns cuidados para evitar a otite externa que é comum durante o verão.


“Nesse período que são meses quentes e onde atividades aquáticas são uito corriqueiras, tanto dos adultos como crianças estão sujeitos a essa condição clínica denominada otite externa aguda. Ela acontece devido a um processo inflamatório da pele do canal do ouvido e do conduto auditivo externo. Pode se apresentar na forma de furúnculo ou na forma de inflamação difusa do canal. Essa otite é conhecida como ouvido de nadador porque acontece muito por causa dessas práticas náuticas. A inflamação acontece quando a pessoa retira a proteção natural do ouvido que é a cera com a ajuda de um cotonete que é um hábito não salutar ou então a água retira”, explicou.


Cada pessoa tem um pouco de cera no ouvido e quando a água entra em contato com ela gera uma hidratação da cera que incha e dá uma sensação de ouvido cheio de água. Quando a pessoa tenta retirar com o auxílio de um cotonete, gera uma reação inflamatória da pele do canal auditivo que é habitado por germes comuns e que não fazem mal, mas, no momento que a pessoa gera uma agressão a essa pele, alguns germes penetram na intimidade do tecido promovendo a otite externa aguda.


Não é difícil prevenir e o médico explica a melhor forma. “A forma de prevenir é evitar muito tempo de exposição dentro da piscina ou mar, na sensação do ouvido cheio de água não tentar retirar essa água, pois na verdade é a cera que está hidratada e bloqueando o canal da audição, procurar fazer uma consulta com o otorrinolaringologista para que ele possa fazer a retirada da cera ou resíduo acumulado dentro do conduto auditivo e às vezes, quando já existe um processo inflamatório é necessário que seja recomendado pingar algumas gotinhas dentro do ouvido com antibiótico e antiinflamatório ou mesmo um curativo com um chumaço de algodão com cremes elaborados a base de antibióticos”, recomendou o otorrinolaringologista.

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