22 de novembro de 2019
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 22/11/2019 às 12h56

Câncer Infanto Juvenil: médico alerta sobre importância do diagnóstico precoce


No dia 23 de novembro celebra-se o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto Juvenil, data que serve para alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, que aumenta as chances de cura em até 80%. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou a ocorrência de 12 mil novos casos de câncer na faixa etária de 0 a 19 anos para este ano. Em Sergipe, a incidência chega em torno de 90 casos novos, como explica o oncologista pediátrico, Venâncio Gumes Lopes, que atua no Centro de Oncologia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).


Câncer Infanto Juvenil: médico alerta sobre importância do diagnóstico precoce (Foto: SES/SE)

Câncer Infanto Juvenil: médico alerta sobre importância do diagnóstico precoce (Foto: SES/SE)


Doutor Venâncio explica que identificar os principais sinais e sintomas da doença é essencial para que o tratamento aconteça de forma rápida para diminuir o estágio da doença. Segundo ele, quando se diagnostica cedo, encaminha ao serviço cedo, o tratamento é menos agressivo e maior é a chance de cura e com qualidade de vida.


“Os sintomas são comuns e próprios das doenças da infância são febre que dura mais de oito dias sem causa aparente, caroços pelo corpo sem causas aparentes, manchas roxas na pele, perda de peso considerável, mudança brusca no ritmo intestinal, dores de cabeça associadas com vômitos matinais e desequilíbrios. Lembrar que nunca um sintoma vem isolado, ele sempre vem associado”, enfatizou. 


Um fato que o médico considera é importante é a criança e o adolescente ter um acompanhamento pediátrico regular correto, mesmo não tendo nenhuma doença, porque, segundo ele, estando protegidos terão tratamento mais cedo e com mais qualidade, caso venham a sofrer de uma neoplasia.


O oncologista conta que o câncer infanto juvenil engloba vários tipos, mas as leucemias representam o maior percentual de incidência, seguidas dos linfomas e tumores do sistema nervoso central. O oncologista pediátrico explica que todos devem estar atentos aos sintomas.


“O pediatra e o médico da família estão na linha de frente, aí eu coloco uma luneta, e na outra ponta ponho um binóculos para representar os agentes de saúde, os pais, os professores. Mas, não é precisa alarmar. O câncer é uma doença difícil mas sabendo reconhecer é tratar para que a gente possa atingir os índices de cura que geralmente giram em torno de 80% a 90%, de forma global. Claro que em alguns lugares a gente não atinge esse índice de sucesso porque chega tarde ao serviço de saúde, com a doença em estado avançado e aí não conseguimos resgatar essa criança”, explicou Venâncio Gumes.

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