13 de setembro de 2019
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 13/09/2019 às 13h58

Vermelhidão e sangramento gengival podem ser sinais de periodontite


A doença periodontal é uma patologia infecto-inflamatória que acomete os tecidos de proteção e sustentação dos dentes, diagnóstico habitualmente identificado pelos dentistas dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs), administrados pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa), com o suporte da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Umas das primeiras características de que um paciente pode manifestar periodontite são vermelhidão e sangramento gengival, segundo explica a periodontista do CEO de Laranjeiras, Andrea Goetschi.


Vermelhidão e sangramento gengival podem ser sinais de periodontite (Foto: SES/SE)

Vermelhidão e sangramento gengival podem ser sinais de periodontite (Foto: SES/SE)


“Caracteriza-se pela inflamação da mucosa, perda de inserção do ligamento periodontal e destruição do tecido ósseo. Acontece em pacientes de todas as idades, sendo mais comum nos idosos e no sexo masculino. Uma das causas que contribui para a doença é acúmulo de placa bacteriana na superfície dental, subgengivalmente e, sobretudo, nas regiões de  difícil acesso à higienização, como nas áreas entre os dentes e próximas à margem gengival. Mas isso não é suficiente para o desenvolvimento da doença”, explica Andrea.


Estudos afirmam que a etiologia da doença periodontal e gengival é microbiana, sendo a placa bacteriana o principal fator etiológico (origem e causa). Apesar do  avanço científico na Periodontia nos últimos anos, pouco se sabe a respeito dos fatores causadores da periodontite. Por isso é necessário que o indivíduo apresente o que se chama susceptibilidade intrínseca à doença – ou seja, ele deve apresentar uma resposta de defesa do organismo insuficiente a presença dessa placa bacteriana.


Andrea Goetschi informa que as doenças periodontais não são transmissíveis, porém alguns tipos de periodontite, as agressivas, pareçam ter uma herança familiar. Fatores externos podem agravar as doenças periodontais, tais como: perdas dentárias precoces; hábito de fumar, uso excessivo de álcool, uso de aparelhos ortodônticos – de forma indiscriminada por profissionais não habilitados e pessoas com alterações sistêmicas (diabéticos, cardíacos, soropositivos, alterações autoimunes).


Toda gengivite antecede uma periodontite, mas nem toda gengivite progride para uma periodontite. “A evolução  da doença pode levar à perda dos dentes, pois o comprometimento e a destruição pela ação bacteriana, acúmulo de tártaro e inflamação desta estruturas colaboram para a formação de bolsas que geram a mobilidade dentária”, diz a periodontista.


Nos últimos anos, as doenças periodontais estão ganhando maior destaque pela sua correlação com a Medicina, principalmente na Cardiologia, Endocrinologia, Infectologia e Obstetrícia. Nesses paciente com alterações sistêmicas temos o desenvolvimento da doença periodontal mais acelerado, devido à sua relação direta com desfechos desfavoráveis com endocardites, complicações em diabéticos pacientes imunodeprimidos e em gestações, como parto prematuro e óbitos neonatais.


Prevenção
A Referência Técnica de Saúde Bucal da SES,  Ana Paula Vieira, alerta que se deve levar em consideração a necessidade imediata da prevenção através de visitas regulares ao cirurgião-dentista, que realizará os procedimentos necessários para a solução do problema. “Na Atenção Primária (responsabilidade dos municípios), os pacientes são atendidos pelas equipes de Saúde Bucal e, quando necessário, esses pacientes são encaminhados  aos CEOs , que contam com profissionais especializados para o referido atendimento”.


Há sete unidades de CEOs estaduais que tratam a população do estado. Eles funcionam em Boquim, Capela, Laranjeiras, Nossa Sra. da Glória, Propriá, São Cristóvão e Tobias Barreto. Sthephany Barreto, coordenadora dos CEOs (Funesa), orienta que, para prevenir a doença periodontal, deve-se manter os dentes sempre bem limpos e higienizados, bem como a região onde eles se instalam (escovação adequada, com escova macia e uso de fio dental). “Além disso, indicamos consulta com um periodontista para melhor avaliação clínica e radiográfica na persistência de sinais e sintomas de alterações gengivais”, ressalta.

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