13 de agosto de 2019
POR: Aldaci de Souza
Fonte: Rede Alese
Em: 13/08/2019 às 00h00

Francisco Gualberto critica medida provisória sobre jornada de trabalho


O deputado Francisco Gualberto (PT) afirmou na sessão desta terça-feira, 13, que os brasileiros estão vivendo o pior momento econômico dos últimos 50 anos, com  a gestão do presidente da República, Jair Bolsonaro. Ele lamentou a medida provisória que trata da jornada de trabalho e classificou o governo como ‘gaiola dos loucos’.


Francisco Gualberto critica medida provisória sobre jornada de trabalho (Foto: Jadilson Simões/ Rede Alese)

Francisco Gualberto critica medida provisória sobre jornada de trabalho (Foto: Jadilson Simões/ Rede Alese)


“Estamos vivendo um momento de muito retrocesso, muito atraso, muito conservadorismo. Trata-se da medida provisória que ele e os aderentes chamam de liberdade econômica. E nessa medida tem um item que trata da jornada e oficializa o trabalho aos domingos. Parece algo do período medieval, algo que não cabe mais na sociedade atual. É uma ação do governo que eu classifico como o governo da gaiola dos loucos, que vai levar o país ao fundo do poço, em todos os aspectos”, acredita.


“Uma medida provisória que diz que o trabalhador pode trabalhar sete domingos consecutivos, tendo uma folga no oitavo; como fica um casal que trabalha sete domingos consecutivos, significa que não estará com a família no dia de lazer; nunca mais os filhos poderão estar juntos com os pais. Isso chega às raias do absurdo. Veja a mentalidade político, social e econômica que nós estamos vivendo no Brasil. Vivemos um massacre e eu não acredito na sanidade mental de Bolsonaro. Basta citar o que ele disse recentemente, que para contribuir com o meio ambiente, o cidadão tem que defecar um dia a menos. Aquele homem não é normal. Tivemos vários presidentes: Fernando Collor, Fernando Henrique, Dilma Rousseff, Lula e nunca vimos isso”, lamenta.


Dia do Trabalhador
Ele lembrou que o Dia do trabalhador é comemorado em 1º de maio, tendo a data surgido em 1886, na cidade de Chicago, Estados Unidos, após uma greve geral contra a carga horária de 17 horas por dia.


“Os trabalhadores reivindicavam nessa greve, uma carga horária de 8 horas diárias. Eu me refiro a 1886 e nessa greve aconteceram várias prisões e assassinatos, tomando dimensão mundial e tornando-se o dia mundial dos trabalhadores. Chegamos agora a 2019, século XXI, mas que para o governo Bolsonaro é século VI, anterior à Revolução Industrial. É difícil entender alguém que apoia esse governo, seja de qualquer classe social, pois a pessoa se desqualifica e demonstra uma concepção muito ruim em parte da sociedade brasileira, imbuída pelo atraso”, alfineta.


Carteira de Trabalho
Sobre a carteira de trabalho digital anunciada pelo presidente da República, o deputado criticou o fato de a emissão passar a ser pelo Ministério da Economia.


“Só pode ser um homem doente; fazer isso para não citar o Ministério do Trabalho, quando todo mundo sabe que uma das funções desse ministério é inclusive emitir as carteiras de trabalho; em todos os governos foi assim, mas para não ter envolvimento com os trabalhadores, ele decidiu que a carteira será digitalizada, mas a emissão será pelo Ministério da Economia”, diz.

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