19 de setembro de 2019
POR: Karine Melo
Fonte: Agência Brasil
Em: 19/09/2019 às 08h30

PF cumpre mandados em gabinetes do líder do governo e de seu filho


Operação policial é feita no Senado e na Câmara dos Deputados.


O senador Fernando Bezerra Coelho é um dos alvos da operação da Polícia Federal  (Foto de arquivo: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

O senador Fernando Bezerra Coelho é um dos alvos da operação da Polícia Federal (Foto de arquivo: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)


Policiais federais estão desde as primeiras horas de hoje no Senado e na Câmara dos Deputados cumprindo  mandados de busca e apreensão nos gabinetes do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e do filho dele, deputado Fernando Bezerra Coelho Filho (DEM-PE).


Ambos são investigados por irregularidades em obras da transposição do Rio São Francisco no período em que Bezerra foi ministro da Integração Nacional, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).


 A comissão mista que analisa a Medida Provisória 870/19 realiza reunião para votação do relatório do senador Fernando Bezerra Coelho  sobre o assunto. 
O senador Fernando Bezerra Coelho é um dos alvos da operação da Polícia Federal  (Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Em nota, o advogado de defesa André Callegari, afirmou que as medidas se referem a "fatos pretéritos" e que a justificativa seria a "a atuação política e combativa do senador".


"Causa estranheza à defesa do senador Fernando Bezerra Coelho que medidas cautelares sejam decretadas em razão de fatos pretéritos que não guardam qualquer razão de contemporaneidade com o objeto da investigação. A única justificativa do pedido seria em razão da atuação política e combativa do senador contra determinados interesses dos órgãos de persecução penal", disse a defesa.


A defesa do senador Fernando Bezerra Coelho acrescentou que a Procuradoria Geral da República opinou contra a busca, afirmando taxativamente “que a medida terá pouca utilidade prática”.


Ainda assim, segundo o advogado,  o ministro Luís Roberto Barroso a deferiu.


"Se a própria PGR - titular da persecutio criminis  (persecução do crime) - não tinha interesse na medida extrema, causa ainda mais estranheza a decretação da cautelar pelo ministro em discordância com a manifestação do MPF", destacou Callegari.


Ele disse que a defesa seguirá firme no propósito de demonstrar que as cautelares são extemporâneas e desnecessárias.

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