Aracaju (SE), 27 de janeiro de 2026
POR: Assessoria de Imprensa Unit
Fonte: Assessoria de Imprensa Unit
Em: 24/06/2020 às 06:45
Pub.: 25 de junho de 2020

Junho: Orgulho LGBTQIA+ completa 51 anos de luta

As paradas LGBTQIA+ acontecem desde 1997 e são fundamentais para uma série de conquistas, mas em 2020, a luta ainda enfrenta o desafio de mobilizar em meio à pandemia.

Junho: Orgulho LGBTQIA+ completa 51 anos de luta (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

Junho: Orgulho LGBTQIA+ completa 51 anos de luta (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

Há 51 anos aconteceu um importante marco para a classe LGBTQIA+, a rebelião de Stonewall, em Nova Iorque, uma série de manifestações contra a violência policial em relação a população LGBTQIA+. Naquela época, ser gay era considerado crime em boa parte dos Estados Unidos e isso fazia com que esse público fosse privado do livre acesso em vários estabelecimentos e da própria liberdade de expressão.

Em 28 de Junho é considerado o Dia Internacional do Orgulho LGTQIA+, mas o mês é marcado por protestos em todo o mundo, relembrando o que aconteceu em Nova Iorque. Um dos mais importantes protestos no Brasil é conhecido como a “Parada do Orgulho LGBT”, momento que a sociedade se une em busca dos direitos e luta contra o preconceito e violência.

Professora Acácia Lelis (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

Professora Acácia Lelis (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

De acordo com a professora do curso de Direito da Universidade Tiradentes e coordenadora do projeto Transjus, Acácia Lelis, nesse mais de meio século muitos direitos já foram conquistados, mas ainda há o que se conquistar. 

“Muitas ações judiciais foram intentadas visando reconhecer os direitos de pessoas LGBTQIA+ nessas últimas décadas, como: o reconhecimento pelo STF, em maio de 2011, de que casais homoafetivos possam constituir família com a devida proteção legal; o reconhecimento de direitos de casar, através da resolução 175 do CNJ em 2013; o provimento 73 do CNJ sobre mudança de sexo e nome de pessoas trans; e o enquadramento da homofobia e transfobia como crime de racismo pelo STF em 2019”, pontua professora Acácia, reforçando que esses avanços foram conquistados graças a militância LGBTQIA+ que tem apoio dos defensores de direitos humanos.

LGBTQIA+
Em 2020, devido a pandemia causada pelo vírus da Covid-19, a população não pode ir às ruas em junho. A parada LGBTQIA+ de São Paulo, que é considerada uma das maiores do mundo, transferiu sua data presencial para novembro, mas o evento aconteceu no último dia 14, de forma virtual. 

E o projeto TransJus, da Unit, realizou uma live no último dia 15 para debater sobre a vulnerabilização de pessoas LGBTQIA+ durante o isolamento social. “A pandemia impediu a ida às ruas, mas não calou a voz, que através das redes sociais se manifestou”, ressalta Acácia. 

Professora Dayane Figueiredo destaca patologização (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

Professora Dayane Figueiredo destaca patologização (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

Para a professora e preceptora do curso de Psicologia da Universidade Tiradentes, Dayane Figueiredo, o espaço virtual também é uma ferramenta importante nesta luta. “Hoje, o mundo virtual tem muito mais peso do que meses atrás, peso no sentido de causar efeito e de ser um espaço de expressão das subjetividades, opiniões e pensamentos, como também de alcançar a visibilidade não só na cidade onde moramos, mas o mundo inteiro”, destaca.

Saúde Mental
As pessoas LGBTQI+ sofrem preconceitos de diversas formas, que vão da exclusão dos próprios ambientes familiares até os ambientes profissionais, da violência física a psicológica, como uma tentativa de aniquilação não só das vidas e dos corpos, mas também das subjetividades. 

De acordo com a professora Dayane, há patologização disso tudo, já que há quem considere “pecado” ou mesmo doença compor o grupo LGBTQIA+ e a luta contra essa “cura gay” tem relevância.  

“Em tempos de tantas incertezas, de polarização política e ideológica, permanecer os acontecimentos das paradas LGBTQIA+ e comemoração do Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ é extremamente importante para mostrar que cada expressão de ser e de amar, importa! Muitas pessoas que foram expulsas de suas próprias famílias acabam enxergando que não estão sozinhas”, explica a professora Dayane Figueiredo. 

Além do projeto Transjus da Unit, iniciativas como o Remonta, voltado para o acolhimento e Saúde mental das pessoas LGBTQIA+; e a Casamor, um local que acolhe e vem sendo o lar para muitos sergipanos, ganham destaque em meio à luta.


Notícias Indicadas

CONVITE: Lançamento do livro "Command Center, IA e outros Avanços Tecnológicos na Radiologia Médica"

"Aracaju Tropical Run 2026” agita capital em corrida na praia

The Beatles Reimagined retorna aos palcos com espetáculo imersivo no Teatro Tobias Barreto

Benito Di Paula em Aracaju com a turnê "Do Jeito que a Vida Quer"

Falta de lei não impede redução de jornada de servidor com filha autista

OAB/SE prorroga prazo de regularização para garantir descontos na anuidade 2026

Madereta de Lagarto apresenta programação da 12ª edição

Propriá realizará a maior Romaria e Festa de Bom Jesus dos Navegantes do estado

Boleto do IPTU pode ser impresso no Portal do Contribuinte

Conheça os melhores destinos em Sergipe - Pontos Turísticos

Prefeitura de Aracaju prorroga prazo da cota única do IPTU com desconto de 7,5% até 6 de fevereiro

Maior exposição de tubarões do Brasil chega a Aracaju

Entenda mudanças na aposentadoria em 2026

Fazer comunicação em um mundo em mutação :: Por Shirley Vidal

Veja faixas e alíquotas das novas tabelas do Imposto de Renda 2026

WhatsApp

Entre e receba as notícias do dia

Matérias em destaque

Click Sergipe - O mundo num só Click

Apresentação