Aracaju (SE), 30 de setembro de 2020
POR: Assessoria de Imprensa Unit
Fonte: Assessoria de Imprensa Unit
Em: 08/07/2020 às 08h01
Pub.: 08 de julho de 2020

Tempestade de Areia é mais comum em ambientes de praia


Especialista diz que o fenômeno natural é comum em ambientes de desertos e praias, como Aracaju, mas alerta que não precisa pânico.


A tempestade de areia, ou nuvem de poeira Godzilla, vinda do deserto do Saara, no norte da África, ocupou as principais manchetes dos noticiários nos últimos dias em todo o mundo.


rofessor de Geologia e Paleontologia de cursos da Universidade Tiradentes, Anderson Sobral (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

rofessor de Geologia e Paleontologia de cursos da Universidade Tiradentes, Anderson Sobral (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)


De acordo com o professor de Geologia e Paleontologia de cursos da Universidade Tiradentes, Anderson Sobral, o fenômeno se trata de um transporte de partículas sedimentares, que depende muito do tamanho do sedimento e da força da corrente, nesse caso de vento, por se tratar de um ambiente continental. A tempestade ocorre em lugares com ambientes de praia e desertos. “As dunas são formadas por movimentação de sedimento. Então, não é nada desconhecido de alguém que resida no litoral”, esclarece.


O professor explica ainda que os sedimentos são divididos em pedregulho, areia, silte e argila, e essa denominação se dá com base no tamanho, ou seja, quanto maior o sedimento, mais força a corrente precisa para que possa ser movimentado. “A ‘tempestade de areia’ tão propagada na mídia nos últimos dias, provavelmente é composta por silte e argila, pequenas o suficiente para serem transportadas pelo vento a tão longas distâncias da África aos Estados Unidos. Nesse caso o termo correto para a denominação deste fenômeno seria ‘tempestade de sedimentos’”.


“Com a formação de uma nuvem de sedimentos suspensos no ar, fica difícil de enxergar, além de impedir a passagem dos raios solares, o que pode provocar redução da temperatura. Além disso, a depender do volume disperso, traz ainda consequências respiratórias à população e com a pandemia do novo coronavírus, que tem entre os sintomas dificuldade para respirar, é preciso cautela”, completa.


O professor doutor em Geociência destaca que apesar deste ser um fenômeno comum em ambientes de praias, a exemplo da cidade de Aracaju, não é preciso pânico. “Ao se deparar com um fenômeno como a tempestade de sedimento, cada um pode se proteger usando máscara, a depender de sua intensidade”, conclui.

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