Aracaju (SE), 14 de janeiro de 2026
POR: Assessoria
Fonte: Assessoria
Em: 16/09/2019 às 06:41
Pub.: 16 de setembro de 2019

Diálogo é ferramenta para a solução de pautas como na Lei das Fachadas

Por Marco Aurélio Pinheiro*

Marco Aurélio Pinheiro (Foto: Assessoria)

Marco Aurélio Pinheiro (Foto: Assessoria)

Nos últimos dois meses, todas as discussões em torno da economia de Aracaju giraram em torno de uma pauta que, finalmente, possui um desfecho. Será encaminhado, nesta semana, um projeto de Lei para a Câmara de Vereadores que altera a Lei das Fachadas, como é conhecido, e garante uma maior faixa de isenção, além de mais tempo para adequações. Mas este não é o motivo principal deste artigo.

Muitos de nós cresceram e investiram neste Estado, contribuindo e gerando empregos em diversas áreas, construindo negócios e gerando empregos e sabemos que, desde o primeiro momento, o texto anterior (o qual dialogamos, mas não compactuamos) era prejudicial a todos e isso era consenso entre todos os representantes de classe presentes. 

Agora, com o consenso entre os movimentos e entidades presentes e conscientes de que esse processo apenas abre uma série de novos debates, ficou claro que sempre existirão novas demandas, buscando valorizar nossas fachadas históricas, melhorar nosso ambiente de negócios e buscar incentivos para investimentos locais, valorizando o empresário que já investe em nossa capital e nosso Estado, mesmo diante das dificuldades. 

O diálogo, expandido por conta de uma pauta que, desde o início, gerou conflito, expôs também uma necessidade: representados devem estar mais presentes, contribuir mais, entender melhor cada um dos processos. Estar dispostos a enfrentamentos, se preciso, e ter o discernimento de que a representatividade de classe, no nosso caso, da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe, é um meio para que o conhecimento seja expandido. 

Somos o canal para que os anseios de toda uma comunidade sejam debatidos, expostos, negociados. Para que as demandas sejam encaminhadas, dentro das possibilidades. Somos o canal para que se tenha a iniciativa, como aconteceu com o Núcleo Centro Forte, por exemplo. Existimos como entidade para buscar o melhor para nosso associado, da mesma forma que para toda a sociedade e resistiremos para que isso não deixe de acontecer. 

Nosso papel é ser o meio, o elo no processo de diálogo entre classes e Poder Público, nas mais diversas esferas, mas para isso, é preciso que haja disposição de todos. Aqui, vamos além de governantes, pois nossa relação não há partido. Há a necessidade de se solucionar as deficiências e nosso papel é contribuir neste processo. Somos fortes unidos e cumprimeremos nosso papel: fortalecer a classe empresarial buscando solução para seus anseios. 

*É empresário, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe e presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE-SE


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