13 de março de 2015
POR: Setur
Fonte: Setur

Baixo do São Francisco - Cabeço - Carrapicho - Pantanal de Pacatuba


Com a finalidade de divulgar cada vez mais os roteiros do Baixo do São Francisco a Empresa Sergipana de Turismo (Emsetur) e a Secretaria de Estado do Turismo (Setur) realizaram uma viagem por umas das paisagens mais exuberantes de Sergipe nos municípios ribeirinhos e comprovaram que a cidade de Santana do São Francisco com seu artesanato em cerâmica; Pacatuba e seu Pantanal e Brejo Grande com sua belíssima Foz do São Francisco são paraísos que com certeza fará o visitante ficar cada vez mais encantado por Sergipe.


Para curtir melhor esses roteiros o ideal é ficar uns dois dias na região que fica localizada numa das mais belas regiões do estado de Sergipe. Saindo de Aracaju a primeira parada turística no município de Pacatuba que fica a menos de duas horas da capital. Toda equipe da Setur e Emsetur viajaram com o apoio do restaurante e pousada Cara Peba.


Pantanal de Pacatuba


O Pantanal de Pacatuba guarda um dos visuais mais interessantes de todo o litoral brasileiro sendo o maior aquífero do Nordeste onde a água potável é abundante. São 40 km² interligados por lagoas e cobertos por plantas típicas de áreas alagadas como juncos aguapés aningas e macroalgas. O Pantanal reúne uma biodiversidade inigualável unindo na mesma região antanais manguezais dunas mar Mata Atlântica e uma fauna muito rica formada por lontras capivaras jacarés-de-papo-amarelo além de mais de 100 espécies de aves.


Conhecer o pantanal nordestino é uma experiência maravilhosa já que o local é um exemplar único em todo o Nordeste. A região ainda revela paisagens extremamente belas intatas e prontas para dar aos turistas o prazer de visitar um paraíso onde fauna e flora ainda não sofreram influência e um verdadeiro berçário de vida marinha sem deixar de dar uma paradinha na Ponta dos Mangues uma vila de pescadores que mantém a simplicidade rústica e um chame todo pessoal emoldurado pela natureza e o rio que parece uma piscina.


Foz do São Francisco - Cabeço


Saindo de Pacatuba e seguindo em direção a Foz do São Francisco a próxima parada é o município de Brejo Grande que sempre teve um grande potencial turístico. O visitante nesta cidade poderá conhecer dezenas de ilhas com um denso e rico manguezal sem deixar de falar da grandeza e beleza do Rio São Francisco que encanta qualquer pessoa.


Essa cidade ribeirinha é onde fica a foz sergipana do Rio São Francisco. Por conta de sua formação geológica o município é quase todo formado de duna e restingas intercaladas por lagoas e apicuns onde se pode visualizar o encontro do Velho Chico com o Oceano Atlântico. E é neste cenário que fica o Cabeço situado às margens do rio São Francisco um povoado que era uma comunidade tradicional de pescadores que foram obrigados a fugir das forças das águas por conta da diminuição da vazão do São Francisco devido ao seu represamento em 1995 para construção da usina de Xingó que causou um desequilíbrio na foz entre as forças do rio e do oceano.


O passeio à Foz do São Francisco ou ao Pontal do Cabeço como é conhecido pode ser realizado por lancha barco ou catamarã. E é lá que o turista poderá conhecer um símbolo da existência deste povoado o Farol do Cabeço que foi construído pelos holandeses em 1870. Cravado no meio do mar o Farol é a única testemunha da vila que está agora submersa aos seus pés. Para finalizar a sua permanência no município aproveite e desfrute da culinária local recheada de frutos do rio e do mar como o camarão dentro do côco verde e a sobremesa tipicamente local o pudim de côco verde servidos pelo restaurante e pousada Carapeba que fica às margens do Rio São Francisco.


Santana do São Francisco - Carrapicho


Saindo da Foz do São Francisco agora é o momento de algumas comprinhas em Santana do São Francisco um local excelente para quem gosta de artesanato de cerâmica feito por artesões locais.


O município que já foi conhecido por Carrapicho tem na sua natureza os trabalhos naturais feitos do barro (matéria-prima abundante na região) distante 125 quilômetros da capital sergipana Santana do São Francisco como hoje é conhecida começou foi colonizada por portugueses que expulsaram os holandeses que habitavam a região. Foi numa fazenda que os portugueses fundaram o município que foi implantado a primeira peça de cerâmica chamada Carrapicho. O primeiro nome da povoação foi colocado em decorrência da abundância de uma planta rasteira chamada carrapicho que tem espinhozinhos que aderem à roupa dos humanos e ao pelo dos animais.


Hoje a cidade vive e respira o artesanato e é conhecida nacionalmente como a cidade da cerâmica que se encontra disseminada por todo o território sergipano. Entre as peças encontram-se verdadeiras preciosidades que representam a criatividade do artesão e a capacidade de inovar sem que sua obra perca características tipicamente sergipanas. A cerâmica de Santana do São Francisco reúne verdadeiras obras de arte e artesões de renome internacional como o Beto Pezão e Wilson (Capilé) artistas que possuem o dom natural de transformar o barro em grandes obras de arte.

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