07 de outubro de 2019
POR: Assessoria
Fonte: Assessoria
Em: 07/10/2019 às 12h51

"Mudança de estilo de vida é a maneira mais eficaz de evitar problemas nos sistema cardiovascular", aponta cardiologista


Dr. Rafael Barreto, da equipe do Hospital Renascença, indica a adoção de hábitos saudáveis como a mais poderosa forma de prevenção.


Dr. Rafael Barreto, cardiologista do Hospital Renascença (Foto: Via Assessoria)

Dr. Rafael Barreto, cardiologista do Hospital Renascença (Foto: Via Assessoria)

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Só no Brasil, o Ministério da Saúde aponta que cerca de 300 mil indivíduos sofrem Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) por ano, ocorrendo óbito em 30% desses casos. E a Organização Mundial da Saúde reafirma que não se espera que esse quadro mude nos próximos 20 ou 30 anos. Uma semana após o Dia Mundial do Coração (29.09) e no mês em que se celebra o Dia Mundial do AVC (29.10), quem faz o alerta é o Dr. Rafael Barreto, cardiologista do Hospital Renascença. O profissional atribui os altos índices de problemas cardiovasculares ao estilo de vida da atualidade, e recomenda mudanças de hábito para que seja possível viver mais e melhor.


De acordo com ele, é importante que as pessoas se atentem à necessidade de promover transformações que auxiliem na prevenção a doenças do coração. “Os hábitos mais indicados são justamente o que a maioria das pessoas não faz: praticar atividades físicas, se alimentar de forma saudável ou o mais natural possível, evitando produtos industrializados ou processados, além de tentar, dentro do possível, manter um controle adequado dos níveis e stress e fatores sociais que podem interferir negativamente na rotina”, pontua o Dr. Rafael Barreto.


As principais doenças cardiovasculares e que demandam maior atenção [infarto, insuficiência cardíaca e derrame] são, segundo ele, evitáveis. “Isso é possível quando a gente consegue controlar os fatores que levam o coração a sofrer, como hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado e o cigarro. Quando a gente consegue controlar esses fatores, as chances de ter um problema sério no coração diminuem bastante”, explica o cardiologista do Hospital Renascença, que reforça: a prevenção se torna essencial por serem doenças que acometem a pessoa de forma inesperada.


“As pessoas que sofrem um infarto normalmente colocam a mão sobre o peito de forma muito incisiva repentinamente, e se recolhem na sua dor. Costumam dizer que foi a maior dor que já sentiram na vida, com a sensação de que vão morrer. Já o derrame tem como principal característica a perda de força de um lado do corpo e, normalmente, um desvio da boca para o outro lado”, detalha o Dr. Rafael. Ele alerta que pessoas que identificarem esses sintomas devem procurar imediatamente um pronto socorro. “Não pode esperar para ir ao consultório do cardiologista. Tem que procurar atendimento imediato”, orienta.


Ainda segundo o Dr. Rafael, a consulta com o cardiologista deve ser feita sempre que houver uma necessidade, quando surgir qualquer dúvida acerca do coração ou queixas, como cansaço fácil, palpitações, etc. “A periodicidade vai ser determinada pelo tipo de problema que a pessoa apresenta. Pessoas com doenças cardíacas mais graves devem consultar o cardiologista com maior frequência. Já pessoas mais jovens, e sem doenças no coração, podem manter visitas anuais ao cardiologista”, indica.


O Dr. Rafael Barreto é incisivo ao dizer que, embora a Cardiologia seja a área da medicina que mais produz evidências científicas e tratamentos avançados, não há nada que substitua a prevenção. “Não adianta a gente ter um medicamento que custe 3 mil reais por mês, se a pessoa continua fumando, sedentária, estressada e se alimentando mal. Então o mais importante não é buscar um remédio novo, mas sim, fazer o básico, que é muito mais eficaz que qualquer medicação que exista na atualidade, do ponto de vista cardiovascular: a prevenção, a partir de mudanças de hábitos de vida para o estilo mais saudável”, conclui.

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