Aracaju (SE), 22 de outubro de 2020
POR: Marcio Rocha
Fonte: Marcio Rocha
Em: 01/08/2020 às 08h00
Pub.: 31 de julho de 2020

O início do retorno :: Por Marcio Rocha


Marcio Rocha (Foto: Arquivo Pessoal)

Marcio Rocha (Foto: Arquivo Pessoal)

O estado estava prestes a entrar numa situação de caos, com as atividades econômicas fechadas há 130 dias, devido à transmissão do coronavírus que atingiu quase 60 mil pessoas e infelizmente matou mais de 1.400 sergipanos. Contudo, não somente a vidas estavam, como ainda estão, em risco, os empregos e seus sustentadores, as empresas também estavam entrando num ritmo de proximidade com o colapso. Haja vista os 20.775 pedidos de seguro-desemprego realizados no período da pandemia e os mais de 14 mil desempregados formais do estado no semestre, segundo dados do Ministério da Economia.


A decisão do COGERE de anteontem vem dar uma luz para que esse problema comece a ser amenizado e se inicie um processo de recuperação, quase que um reinício das atividades econômicas no estado. Para que as empresas voltem a funcionar dentro das regras necessárias para que retornem ao ofício, protegendo as vidas das pessoas e salvando os meios de sustentá-las, os postos de trabalho. O início do retorno do funcionamento do comércio promove alívio para diversas categoriais profissionais que estavam na iminência de sofrerem os impactos diretos da pandemia, bem como alimenta a esperança de que o “novo normal” começa com o objetivo de fazer com que recuperemos a confiança no mercado.


Com o início da retomada, espero que o índice de confiança do empresário do comércio, apresente também indicadores mais positivos. Lembro-me que quando começamos o ano, o ICEC, medido pela CNC e analisado pela Fecomércio-SE, apontava 126,2 pontos, o que mostrava a grande confiança do empresário no ano. Hoje, estamos com meros 73,7 pontos. Dentro desse indicador, 93,8% dos empresários sergipanos apontam que a condição da economia piorou. Isso mostra como o desânimo abateu nosso mercado, por consequência todo o fluxo econômico de Sergipe.


Sergipe perdeu mais de 145 milhões de reais em impostos a serem arrecadados com essa pandemia, o comércio deixou de vender aproximadamente um bilhão de reais e isso é foi um duro golpe para o governo, para as empresas e para os trabalhadores. A fórmula da costura entre ocupação de UTIs e leitos hospitalares e abertura do comércio aplicada na nova redação do decreto vai fazer com que possamos acelerar a retomada gradativa das atividades comerciais, pois estamos há três semanas com estabilidade em ocupação de leitos de UTI e enfermarias, foi uma decisão inteligente para usar como parâmetro.


Agora cabe a cada um de nós para fazer a nossa parte, respeitando o distanciamento social, ajudando na prevenção da doença, lutando para impedir que a taxa de contágio cresça e trabalhar o processo recessivo da doença no estado. Quanto mais fizermos isso, mais rápido teremos todas as atividades voltando a funcionar. Estamos ainda apenas no início do retorno, mas já é um grande passo para quem estava acelerado rumo a uma catástrofe. 

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