Aracaju (SE), 06 de agosto de 2020
POR: Marcio Rocha
Fonte: Marcio Rocha
Em: 28/04/2020 às 08h59
Pub.: 05 de maio de 2020

Um plano de desenvolvimento do turismo pós-pandemia pode fazer a diferença :: Por Marcio Rocha


Marcio Rocha (Foto: Arquivo pessoal)

Marcio Rocha (Foto: Arquivo pessoal)

São mais de seis mil trabalhadores diretamente afetados no setor de turismo da economia sergipana, com os problemas de inatividade decorrentes do coronavírus. A informação levantada em um estudo da Fecomércio mostra um complicador no que tange à sobrevivência dessas pessoas e suas famílias. Se considerarmos o quadro de desemprego indireto, a elevação dos números é exorbitante, levando em conta que são mais de 50 atividades relacionadas ao turismo existentes.


Muita gente está completamente parada por não poder ter os seus negócios em funcionamento, na sua grande maioria bares e restaurantes, além dos empreendimentos turísticos que existem em Sergipe. E apesar de não sermos um estado receptor de grande fluxo de passageiros, temos muitas famílias que dependem diretamente do consumo de pessoas que visitam nosso estado. Essas mesmas pessoas estão enfrentando dificuldades severas para se manter, principalmente no que concerne à realização de eventos. Já que estes não poderão acontecer tão cedo, devido à potencial possibilidade de contágio da COVID-19 em aglomerações.


Entretanto, mesmo com os danos graves já sofridos e os outros tantos que acontecerão, nosso turismo pode sim ser uma carta na manga para a retomada do desenvolvimento econômico de Sergipe. Obras como a Orla Praia Sul, entre outros investimentos realizados pelo Governo do Estado, podem fazer com que o estado saia na frente e conquiste um espaço há muito desejado no cenário do turismo nacional. Para isso, é necessário que sejam desenvolvidos programas de incentivo ao turismo em Sergipe, quando pudermos voltar a receber vôos e hospedar pessoas com toda a plenitude da hotelaria funcionando. O momento é de renunciar para crescer. As empresas do setor estão paralisadas em quase sua totalidade e ao voltar, podem ter oportunidades descomunais, diante do cenário que vivemos há vários anos. 


Para isso, devemos apostar na volta do turismo de eventos em nosso estado. Precisamos do Centro de Convenções pronto para poder receber eventos de grande monta nacionais. Há uma necessidade de estimular que o viajante busque mais nosso estado como local para viver bons dias. Sergipe tem belezas naturais únicas, que são exploradas, mas que podem ter mais do seu potencial extraído. Sendo a Secretaria de Turismo, a ABIH, entidades representativas de classe e a Fecomércio, os seus principais indutores, parcerias com operadoras de turismo nacionais e internacionais, poderão trazer resultados alvissareiros para nosso estado. O turista brasileiro dará preferência para visitar destinos no próprio país e estados com maior incidência de contaminação do coronavírus não serão priorizados pelas pessoas. Então, Sergipe pode surfar nessa onda. As viagens internacionais também irão ter um encolhimento, pois de acordo com a maneira como cada país lidar com a pandemia, as viagens poderão também se retrair.


Acredito na união dos agentes do setor produtivo como um mecanismo de promoção da virada do turismo sergipano. O momento é de planejamento para que o estado possa buscar a recuperação diante de um ciclo de pobreza que afetará todos os setores da economia. Todavia, o turismo é a atividade que pode estimular o comércio, a indústria e o setor de serviços de um modo acelerativo, já que depende dessas todas para coexistir. 


Se não for desenvolvido durante esse tempo de resguardo das pessoas, um planejamento tático de ação para o turismo, até porque o estratégico já existe, a atividade que deverá ter uma retomada de crescimento esperada para dezembro, demorará mais para entrar em velocidade de empuxo e decolar. O turismo, neste momento, encontra-se com um grande contingente de pessoas inativas e demitidas. O que não é nada bom para o estado. O ciclo de pobreza oriundo da ausência das atividades do turismo está acabando com a capacidade de sobrevivência desses trabalhadores e empresas. Cabe para reverter esse quadro, queimar a largada e sair na frente do cenário competitivo nacional, para colocar Sergipe definitivamente no seu devido lugar como destino turístico, devido ao seu grande potencial.

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