Aracaju (SE), 29 de setembro de 2020
POR: Marcio Rocha
Fonte: Marcio Rocha
Em: 14/12/2020 às 19h10
Pub.: 17 de fevereiro de 2020

Desalentados voltam a tentar postos de trabalho :: Por Marcio Rocha


Desalentados voltam a tentar postos de trabalho


[[JPEG-57666-66815-E-E]]Por Marcio Rocha


Os recentes números de crescimento de vagas com carteira assinada em Sergipe, com o apontamento de recuperação de empregos no estado em 2019, mantendo o ritmo de elevação desde 2018, anima as pessoas que se colocam em condição de desalento para tentarem novamente buscar uma oportunidade de trabalho. No ano passado, foram registrados, segundo o IBGE, 2.374 novos empregos. Isso é quase o triplo do crescimento que aconteceu em 2018, o que aponta a retomada do crescimento do mercado de trabalho sergipano.


Os números não são aqueles que a população esperava, depois da grande dificuldade econômica que Sergipe viveu entre 2015 e 2017, com mais de 22 mil postos de trabalho perdidos. Ainda combalido passou a resgatar os empregos em 2018 e deu mais um resultado de crescimento em 2019, o que anima o mercado a voltar a contratar e, principalmente, as pessoas a tentarem conquistar um novo emprego. Como falei há três semanas neste mesmo espaço: “as nuvens se abrem no fim da tempestade”.


Depois de analisar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), que o IBGE divulgou ontem, vi que a taxa de pessoas desocupadas aumentou. Contudo, a taxa de pessoas ocupadas também cresceu. Isso seria contraditório, se não fosse um dado que explica naturalmente o porquê dos dois crescimentos: O número de desalentados diminuiu sensivelmente. E aqui vamos descomplicar a economia hoje.


Entre 2018 e 2019, o percentual de pessoas que não estavam trabalhando, mesmo querendo ter um emprego, que haviam desistido por não acreditarem que iriam conseguir uma oportunidade caiu -24,6%. Tínhamos em dezembro de 2018, 91 mil pessoas nessa condição. Em 2019 são 69 mil. A redução de 22 mil pessoas nesse quadro indica que o mercado de trabalho está dando novas aspirações às pessoas procurarem vagas, e isso é bom para o estado, bom para a economia, bom para nosso povo.


Quando uma pessoa sai do quadro de desalento, é natural que ela se coloque como uma desempregada novamente, o que vai elevar o contingente de desempregados no estado. Então esse não é um dado ruim, apesar de parecer. Isso é a representação numérica de que as pessoas estão mais confiantes em conseguir um emprego. E buscam oportunidades para isso.


Às vezes o que deixa a pessoa desalentada é a falta de cursos de qualificação para encontrar um emprego. Então as oportunidades estão disponíveis, pois o ensino profissionalizante está até mesmo a um clique. O Senac tem várias oportunidades de cursos de capacitação que colocam as pessoas em condições de competitividade para conquistar um emprego. Na verdade, coloca as pessoas com vantagem diante dos profissionais disponíveis no mercado. Vale lembrar que quase 70% dos cursos são gratuitos, pois uma das missões da instituição é promover oportunidades para as pessoas terem uma vida melhor.


O desalento é uma condição complexa para as pessoas, pois envolve fatores econômicos, psicológicos e sociais. Contudo, esse sentimento está sendo transformado em esperança. 22 mil pessoas criaram coragem para seguir em frente e estão tentando novamente conseguir sua chance de voltar à vida produtiva. Essa redução é um dado que deve ser visto com muita atenção, pois são pessoas que resolveram tentar dar uma guinada em sua vida. O negócio é tentar e não esmorecer. Mas para obter resultados mais rápidos, investir em qualificação profissional é fundamental.

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