Aracaju (SE), 29 de setembro de 2020
POR: Marcio Rocha
Fonte: Marcio Rocha
Em: 20/12/2019 às 08h43
Pub.: 23 de dezembro de 2019

Sergipe vencendo a luta contra o desemprego :: Por Marcio Rocha


Que o desemprego é a maior temeridade de uma pessoa, é. Mas existe um núcleo que sofre ainda mais com isso, a família da pessoa que perde o emprego. Essa dura realidade abateu 4.440 famílias sergipanas entre os meses de janeiro e agosto desse ano. São famílias que ficaram sem rumo, devido à queda da renda ou até mesmo da sua completa ausência. Ficar sem emprego não é apenas ficar sem dinheiro para pagar as contas. Isso provoca danos muito além da inclusão de uma pessoa numa estatística desagradável. Provoca o desalento, a depressão, a migração para o mundo do crime e o mais trágico de todos, o desengano na vida, com o desejo de morrer, por acreditar que não irá se recuperar. 


Entretanto, não é assim que a vida deve ser. A pessoa desempregada deve encontrar forças para correr atrás e conquistar um novo espaço. Em tempos nos quais o estado ainda anda cambaleante depois das pancadas desferidas pela crise no ringue da economia, o trabalhador vai a nocaute. Mas a contagem até dez sempre precede uma derrota ou uma vitória. Em Sergipe, acho que o estado sofreu uma pancada que o derrubou e a contagem foi iniciada. Neste ano a contagem chegou até oito, mas a virada aconteceu. Até agosto, essas 4.440 famílias sofreram com o desemprego de alguém, atravessando dificuldades. Quando a contagem chegou a nove, em setembro, as coisas começaram a mudar. Sergipe começou a colocar novas pessoas no mercado de trabalho. Outubro e novembro, a virada se consolidou, com novos crescimentos no número de trabalhadores com carteira assinada. 


Aquelas 4.440 famílias que sofriam com a sombra do desemprego até agosto foram recuperadas. E a grande virada aconteceu. De acordo com dados apurados pela Fecomércio, analisando os últimos três meses, já são 7.650 empregos gerados. São famílias com trabalhadores empregados, sendo um saldo positivo de 3.210 novos empregos. A virada nas vidas dessas famílias acompanha o ânimo dos empresários do comércio, que registram o mais alto índice de confiança na economia. Se para os empresários, a economia está reagindo, que dirão as famílias dos sergipanos? Elas sim estão realmente felizes, pois além das famílias que sofreram com as agruras do desemprego, até agosto, novas famílias conseguiram conquistar espaço no mercado de trabalho. Cada trabalhador empregado representa uma família, pois além da sua questão pessoal, envolve aqueles que estão ao seu redor.


O objetivo de nossa coluna é descomplicar a economia, como todos vocês sabem, e desse modo esportivo, comparado a uma luta de boxe, que explicamos como o desemprego afeta as vidas das pessoas. Não é fácil conviver com isso, mas sempre existe uma alternativa. O que importa é acreditar. Acreditar no nosso estado, acreditar nas nossas empresas, acreditar nos nossos trabalhadores, acreditar em nós mesmos. Somos nós que com coragem e determinação viramos o jogo e vencemos o combate. 


Sergipe mostra sua capacidade evolutiva empresarial, quando consegue, ainda combalido, apresentar um crescimento importante como esse para o mercado de trabalho. Que os números continuem crescendo e vençamos mais essa luta. E como disse o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira: “O ano estava muito ruim para a economia. Até agosto, Sergipe sofria com um número preocupante negativo, com -4.440 pessoas desempregadas, até que deu uma grande virada, formando esse saldo atual de 3.210 empregos, o que resulta nos 7.650 empregos gerados nos últimos três meses. Esse é o resultado da confiança das empresas na economia, o que resulta na criação de novas oportunidades de trabalho. Temos 7.650 motivos para comemorar”.


Eu acredito em Sergipe! Acredite nas empresas, que são as verdadeiras geradoras de emprego em nosso estado e acima de tudo, acredite em si. As oportunidades estão voltando e devem seguir crescendo.
 

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