05 de dezembro de 2016
POR: Erenita Sousa - erenitasousa@hotmail.com
Fonte: Erenita Sousa

VOCÊ É ANSIOSO? :: Por Erenita Sousa


Erenita Sousa* - erenitasousa@hotmail.com


VOCÊ É ANSIOSO? (Imagem: Erenita Sousa)

VOCÊ É ANSIOSO? (Imagem: Erenita Sousa)


1. Quando o ansioso diz que ele não para de pensar em alguma coisa, acredite nele.
As coisas ficam rodando na sua cabeça em um looping. E saiba que o ansioso tem consciência disso, o que não quer dizer que ele goste.


2. Os ansiosos sempre têm alguma dor física.
Seja um nó na garganta, um aperto no estômago ou uma dor constante nas costas. Agora imagina como é para alguém viver com uma dor 24 horas por dia. Essas dores são desdobramentos psicossomáticos da ansiedade. “É o corpo tendo um sofrimento que corresponde ao quadro. Além dos sintomas de dor, pode ainda aparecerem aceleração do batimento cardíaco e sudorese, por exemplo.”


3. Além de lidar com esses desconfortos constantemente, o ansioso ainda tem o medo disso virar algo pior, como um ataque de pânico.
Estresse agudo, estresse pós-traumático, ataque de pânico e fobia social são alguns quadros de ansiedade aguda. Saiba mais aqui.
Essa é uma característica de quem possui certo nível de informação sobre a ansiedade. “É importante lembrar que a ansiedade deve ser entendida e prevenida porém não necessariamente quem é ansioso vai ter um agravamento do quadro.”


4. “Você precisa encontrar alguma coisa que te faça relaxar” é uma das piores coisas que você pode falar para um ansioso.
“Você realmente acha que se tivesse uma forma de fazer isso tudo que se passa na minha cabeça acalmar eu já não teira tentado?”


5. “Precisamos conversar sobre algumas coisas importantes no fim do dia” é uma frase igualmente desesperadora.
Você pode até falar isso, mas tenha consciência de que vai fazer a pessoa sofrer muito e que a produtividade dela será próximo do nulo até o momento da conversa.


6. O cansaço é uma constante na vida do ansioso.
Afinal é praticamente impossível se desligar para dormir.
A dificuldade de dormir faz parte daquilo que é a síndrome ansiosa. “O fato de não conseguir ter um sono de qualidade significa que as estruturas da pessoa estão mais aquecidas que as outras”, diz. Ou seja: se a sua cabeça vive em um ritmo acelerado, provavelmente você vai ter dificuldades de desacelerar na cama também.


7. O sono de um ansioso é praticamente um terremoto.
Nem quando dorme, o ansioso se acalma. Na maioria das vezes, ele se mexe muito, fala e acorda em diversos momentos durante a noite.Quando o ansioso tem sono ele é muito atribulado pela ordem dos fenômenos oníricos (sonhos). Estudos feitos pelo Instituto do sono indicam que sonhos intensos afetam o sono e é mais um elemento que aumenta os sofrimento da pessoa ansiosa.


8. Os ansiosos são absurdamente críticos com os outros, porém são 10 vezes mais críticos consigo mesmo.
Nada está bom, então imagine o quão desesperador é viver em um mundo sempre com problemas.


9. Ansiosos geralmente ficam ansiosos sobre sua ansiedade
Grande parte do seu tempo o ansioso gasta se observando e se protegendo contra grandes picos de ansiedade, o que gera muito estresse.


10. Pode muito difícil para você ter de cobrar um ansioso, mas mil vezes mais difícil para ele receber a cobrança.
Pode ser uma coisa mínima, mas nada é simples para quem é ansioso. Um simples “e se você passasse um batom mais suave?” já faz com que a pessoa se sinta completamente incapaz de se maquiar novamente.


11. Simplesmente não diga “você precisa aprender a viver o momento”.
Podemos garantir que isso é uma das coisas que o ansioso mais gostaria de realizar, mas do nada surgem preocupações sobre o futuro e ele se torna incapaz de viver o agora.
“Essas e todas as outras frases do post são coisas comumente ditas para ansiosos. E é preciso cuidado ao dizê-las porque vão trazendo uma sobrecarga para as pessoas que podem levar a um distúrbio ansioso mais grave”.


12. Ansiosos se dividem em dois grandes grupos: os hiperativos e os muito atrapalhados.
Os hiperativos ocupam a cabeça como máximo de coisas possíveis para conseguir viver sem enlouquecer, já os atrapalhados são incapazes de muitas atividades porque dedicam muito tempo a própria ansiedade.
Essas características são comuns por conta de uma combinação externo + interno: a sobrecarga de obrigações e atividades as quais uma pessoa é exposta cotidianamente combinada com a agitação psicomotora do ansioso.


13. Parabenizar alguém por ser capaz de exercer várias tarefas não necessariamente é um elogio.
Fazer várias coisas ao mesmo tempo pode não ser um sinal de modernidade ou agilidade, e sim incapacidade de ficar parado, o que cansa muito.


14. “Você pode parar e prestar atenção por favor?” é igualmente desconfortável para um ansioso ouvir.
Ao contrário da crença popular, fazer várias coisas não é sinal de falta de educação ou desprestígio. Muitas vezes isso se resume à incapacidade do ansioso de se dedicar a uma única tarefa. Se ele for cobrado por isso, pode acabar mais tenso e prestando menos atenção ainda.


15. Qualquer momento que exija decisão, mesmo que seja sobre coisas pequenas, pode ser bastante doloroso.
“E se for a escolha errada, compartilho esse eu vou viver com isso?”


16. A melhor forma de ajudar um amigo ansioso é fazendo sugestões discretas.
Evite falar “você pode fazer tal coisa para se acalmar” e tente opções como “amiga tô fazendo aula de pilates e tô amando, porque não vai um dia comigo?”.
Hélio indica ainda “estar com a pessoa em atividades que tenham um valor de maior autoconhecimento, concentração, respiração e consciência do corpo.” “Eventualmente ajuda psicoterápica e médica também podem ser uteis”, diz.


17. Ansiedade não é frescura ou característica de uma geração hiperativa.
A ansiedade se dá quando a pessoa perde a possibilidade de reduzir o ritmo, qualidade do sono, se submete a um excessivo quadro de atividade e claro, ao sofrimento, principalmente com o excesso de cobrança sobre ela mesma e os outros.


*Master Coach com formação em Psicologia Positiva com mais de 800 horas em atendimentos de coaching. Analista de Perfil Comportamental. Mestre em Terapia Reiki. Professora Universitária. Palestrante. Experiente em desenvolvimento humano e organizacional há mais de 10 anos. Especialista em Controladoria e Auditoria. Profissional do ramo de Contabilidade há 23 anos. Diretora do INTC – Instituto Nacional de Desenvolvimento Comportamental. Coautora do livro: Coaching – Grandes mestres ensinam como estabelecer e alcançar resultados extraordinários na sua vida pessoal e profissional e coautora do Seminário de Liderança Coaching Psicopositiva.


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