03 de abril de 2020
POR: Amália Roeder
Fonte: Assessoria Unit
Em: 03/04/2020 às 06h46

Como o isolamento social modificou a forma de entretenimento e deconsumo


Tecnologia ganhou mais espaço para diminuir as distâncias, facilitar as rotinas e desburocratizar serviços.


Como o isolamento social modificou a forma de entretenimento e de consumo (Foto: Via Assessoria Unit)

Como o isolamento social modificou a forma de entretenimento e de consumo (Foto: Via Assessoria Unit)


Plataformas digitais ganharam ainda mais espaço no dia a dia das pessoas. Lives, shows, cursos online, vídeo chamada, podcast, aplicativos de comércio eletrônico e de serviços. São muitos os recursos tecnológicos para facilitar a rotina, diminuir distâncias, desburocratizar serviços. Com a determinação de isolamento social em todo o País por conta da pandemia de coronavírus, as formas de consumo e de entretenimento foram modificadas e esses recursos entraram de vez na rotina.


Professor de Comunicação, Ronaldo Linhares, explica que a forma de consumo de entretenimento alcançou um novo patamar e passou a gerar práticas de convívio social diferenciadas. “O consumo e o entretenimento mudaram em todas as cidades. Lojas e espaços de consumo estão fechados, então as formas de entretenimento e de consumo mudaram. A meu ver, essa alteração pode produzir, em médio prazo, ações ou práticas de convívio social diferenciadas daquelas que nós tínhamos até então. Com o isolamento, o acesso à internet e à TV foi otimizado não só na busca por informações, mas na substituição do lazer”.


Esse novo olhar para o lazer a que se refere o professor levou operadoras de tv e streaming a liberarem canais fechados, por exemplo. Operadoras de telefonia móvel perceberam oportunidade em meio à pandemia e ampliaram a velocidade da internet fixa e concederam mais dados de acesso à internet móvel. Esta semana, as principais operadoras de telefonia lançaram uma campanha conjunta para incentivar o isolamento social. Entre as ações estão a liberação de conteúdo de TV e internet, bônus de internet no celular e navegação gratuita no app Coronavírus SUS. 


“A meu ver, abre um leque para as empresas que trabalham com lazer e entretenimento digital nos espaços ciber cultura porque, com certeza, esse cliente vai ficar para depois do coronavírus”.


Outro exemplo de lazer em tempos de confinamento é a videoconferência. Os amigos Vinícius, David e Márcio utilizaram a plataforma Skype para promover o encontro de amigos. Por meio da ferramenta, eles e mais 30 pessoas substituíram o encontro em um barzinho por uma mesa de conversa virtual.


“Como a recomendação é evitar o contato, demos um jeito de manter a saída semanal. Cada um comprou petisco, bebida e passamos horas conversando pela internet. É uma forma de manter as relações e de relaxar também porque o isolamento nos deixa tensos e preocupados”, revelou Vinícius.


O isolamento social também modificou a produção e o consumo de notícias. Houve um crescimento na produção de conteúdo jornalístico e na busca pela informação. De acordo com dados da Secretaria de Comunicação do Estado, em fevereiro deste ano, a Agência Sergipe de Notícias, site oficial do governo, somou 13.528 acessos. Em março, mês que se confirmou o primeiro caso de Covid-19 em Sergipe, foram registrados 64.932 acessos. Ainda conforme informações da Secretaria, o maior número de visualizações é registrado em assuntos referentes às medidas adotadas pelo Governo para ajudar a população, com destaque para matérias sobre Decretos estaduais, reportagens com ações econômicas adotadas por Belivaldo Chagas, além de grande número de visualizações nos Boletins Epidemiológicos.


“Isso demonstra que as pessoas estão buscando as fontes oficiais para se informar e esclarecer dúvidas. Além disso, comprova o papel importante e social do jornalismo”, disse o chefe de redação da Secom, Eduardo Andrade.


O professor titular do programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Tiradentes, Alexandre Chagas concorda. “O WhatsApp ganhou um acesso mais denso, as pessoas estão praticamente 24 horas trocando mensagem por meio desse aplicativo. Acredito que um percentual considerável de pessoas que, porventura, não assistia ou não consumia tanto informação, passou a fazê-lo”.

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