Aracaju (SE), 27 de novembro de 2020
POR: Secom Aracaju
Fonte: Secom Aracaju
Em: 28/10/2020 às 15h57
Pub.: 28 de outubro de 2020

Infectologista reforça importância do uso correto de máscaras de proteção para frear a disseminação da covid-19


Com o novo coronavírus (covid-19) ainda em franca circulação no país, autoridades sanitárias seguem na busca ativa por uma ação mais efetiva contra o patógeno, a exemplo da criação de uma vacina. Enquanto a solução biológica é produzida, uma das maneiras mais recomendadas para evitar a proliferação do vírus é o uso correto de máscaras de proteção facial, além do efetivo distanciamento social e cuidados com a higiene pessoal.


Infectologista reforça importância do uso correto de máscaras de proteção para frear a disseminação da covid-19 (Foto: André Moreira/ PMA)

Infectologista reforça importância do uso correto de máscaras de proteção para frear a disseminação da covid-19 (Foto: André Moreira/ PMA)


Médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde de Aracaju, Fabrízia Tavares (Foto: André Moreira/ PMA)

Médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde de Aracaju, Fabrízia Tavares (Foto: André Moreira/ PMA)

Para lembrar à sociedade da importância do uso desse equipamento de proteção individual de forma contínua e correta, a médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde de Aracaju, Fabrízia Tavares, alerta para alguns cuidados.


De acordo com a infectologista, como tem sido divulgado pelos órgãos nacionais e internacionais de saúde, as infecções respiratórias acontecem através da transmissão de gotículas contendo vírus e aerossóis exalados por indivíduos infectados. Ao usar a máscara, além de se proteger contra o vírus, que pode estar circulando à sua volta, a pessoa impede a transmissão da covid-19 aos demais, caso esteja com a doença e ainda não saiba. Mas é preciso usá-la de forma correta, senão o efeito, segundo Fabrízia, é reverso.


"A utilização da máscara, cobrindo nariz e boca, é uma forma de barreira com eficácia comprovada na diminuição da transmissibilidade do novo coronavírus ou de quaisquer outras doenças respiratórias de transmissão por gotículas. A gente vê essa eficácia cientificamente comprovada em outras experiências, inclusive com o coronavírus em outras epidemias que observamos em 2002 e 2003 na China, com o SARS-COV 1, e no Oriente Médio, com o MERS, e a gente viu, a exemplo de outras pandemias como a gripe espanhola, que qualquer mecanismo ou utilização de barreira para diminuir a transmissão de uma pessoa para outra deve ser utilizada", considera a médica.  


Uso correto
Para usar regularmente as máscaras protetoras é necessário cuidado no manuseio e uso para evitar exposição à covid-19. De acordo com Fabrízia, para colocar e retirar do rosto, o manuseio deve ser feito apenas pelos elásticos ou atilhos. Após retirá-la, o próprio usuário deve lavar de imediato a máscara com sabão ou água sanitária, deixando de molho por cerca de 20 minutos, para higienização total. Ela lembra ainda que a máscara é de uso pessoal e não deve ser compartilhada com outras pessoas.  


"Na própria respiração ou eventualmente no espirro, a pessoa vai, através de gotículas, transmitir esse vírus para pessoas que inadvertidamente estejam próximas a essa pessoa infectada. Por isso que a gente recomenda que a máscara deve ser utilizada de forma correta, cobrindo boca e nariz. Caso a pessoa precise manipular a máscara, o ideal é que não manipule. Se for feito, tem que ser pelos elásticos e não na parte que fica em contato com o meio externo, porque pode contaminar a mão", orienta.


Tipos de máscaras
Existem alguns modelos de máscaras de proteção respiratória, mas dois tipos são os mais conhecidos: aquelas de tecido e as chamadas máscaras cirúrgicas (descartáveis). Entre elas, as maiores diferenças são que as chamadas máscaras cirúrgicas protegem quem as usa contra infecções transmitidas por meio de gotículas, enquanto as máscaras de proteção formam uma barreira contra qualquer agente que possa ser inalado. Conforme recomendações do Ministério da Saúde, o ideal é que o cidadão comum utilize máscaras alternativas, ou seja, feitas de tecido ou outros materiais, deixando, assim, as do tipo cirúrgica (N-95) para uso exclusivo dos profissionais de saúde envolvidos no combate à doença.


"Existem características importantes: se a máscara for utilizada com o equipamento de proteção individual, por um profissional de saúde, ela deve ser daquele material de máscara cirúrgica ou de respiradores mais sofisticados, como a N95, PFF2, utilizados em casos particulares quando a gente tem contato com aerossol, que tem partículas menores e com maior risco de ficar mais tempo no ambiente. Para a população em geral, o aconselhável é que seja de um tecido grosso suficiente para evitar que gotículas de saliva cheguem até pessoas próximas e que também facilite a respiração do indivíduo, como material de TNT (material descartável) e de tecido, como algodão, com duas ou três camadas", diz Fabrízia.


Tempo de uso
A infectologista lembra, ainda, que o indivíduo não deve ficar muito tempo com uma única máscara. O ideal, segundo Fabrízia, é trocar a cada turno e que cada pessoa tenha, pelo menos, duas máscaras de tecido.  "Profissionais que vão utilizar mais a fala, a exemplo de profissionais de telemarketing, vão umidificar a máscara mais rapidamente. Orientamos que, na metade do turno de trabalho ela troque a máscara por outra seca e limpa. Sujidades, rasgos, qualquer tipo de alteração na integridade da máscara ela tem que ser descartada, de forma correta. O indivíduo não deve sair de casa cedo e chegar à noite com a mesma máscara, isso é insensatez".


Fabrízia também alerta para a comercialização de máscaras intituladas como “antivirais”. "Além das fake news em relação às questões técnicas sobre a covid-19, a gente tem visto também a divulgação do próprio comércio para fomentar a venda de produtos como máscara anti-covid, ou seja, aquela máscara embebida em alguma substância que passa a falsa sensação de proteção. Não existe máscara anti-covid", esclarece.


Mais conscientização
A infectologista reforça que, além do uso da máscara, as pessoas devem ter um comportamento de higienização apropriado: lavar as mãos com frequência; colocar o antebraço na frente da boca ao espirrar ou tossir; utilizar lenços descartáveis; além de limpar, com frequência, o ambiente de trabalho, principalmente em superfícies de maior passagem de pessoas.


"É importante passar para a população que a gente tem visto a redução do número de casos e isso dá uma falsa sensação de que não estamos mais em pandemia. Pelo contrário. A pandemia ainda não acabou e precisamos ter a consciência de manter o comportamento sanitário adequado, porque nós vamos conviver com esse vírus para o resto da vida. Já ouvimos relatos de reinfecção. Enquanto nada disso é esclarecido, as pessoas precisam entender que o distanciamento social ainda é fundamental, assim como a questão do entendimento da própria higiene, da cobrança de que o ambiente em que se esteja tenha uma torneira acessível com sabão ou álcool a 70º. A questão não é  apenas a gente não se contaminar, mas sim não transmitir", conclui a médica infectologista.


O secretário-adjunto da SMS, Carlos Noronha, reforça as recomendações da médica. "Apesar da retomada da atividade econômica, nós ainda estamos em pandemia do novo coronavírus. E a tendência, até em outros países, é de crescimento na contaminação. Pedimos a população que siga utilizando máscaras, mantendo o isolamento social, evitando aglomerações, lavando as mãos com frequência ou utilizando álcool a 70º, medidas de prevenção importantes contra a covid-19".

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