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Aracaju (SE), 01 de fevereiro de 2026
POR: Assessoria de Imprensa Unit
Fonte: Assessoria de Imprensa Unit
Em: 28/09/2020 às 07:01
Pub.: 28 de setembro de 2020

Na contramão da ciência, governo planeja distribuir kit covid-19

“Distribuir medicamentos sem comprovação de eficácia no combate ao vírus põe em risco à saúde das pessoas”, diz infectologista.

O Ministério da Saúde pretende realizar o “Dia D” de enfrentamento à Covid-19. A informação, publicada em matéria no jornal O Estado de São Paulo, não está no site do Ministério da Saúde que informa que a ação está em fase de planejamento. 

Uma das ações seria fazer o levantamento do estoque e promover a distribuição de medicamentos do chamado kit covid-19 que contempla hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina.

Infectologista Matheus Todt (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

Infectologista Matheus Todt (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

“A iniciativa desse “Dia D” é maravilhosa, mas distribuir medicamentos sem comprovação de eficácia no combate ao vírus é uma coisa grotesca. Essa é uma medida para iludir a população”, atenta o infectologista Matheus Todt.

O médico e professor do curso de Medicina da Unit, alerta ainda que “a hidroxicloroquina, tem efeitos colaterais graves, o antibiótico azitromicina, não apresenta efeito algum contra o coronavírus, e o vermífugo ivermectina, mal tem estudos que comprovem eficácia.  Inclusive, esses medicamentos em associação podem ocasionar toxicidade hepática”.

Outra iniciativa reside na abertura de Unidades Básicas de Saúde (UBS), no dia 3 de outubro, para passar informações sobre tratamento precoce e medicar pacientes contra o coronavírus.

“Será uma forma aglomerar pessoas nos postos de saúde para pegar medicamentos que não têm efeito nenhum contra a doença. Além disso, pode provocar um aumento das taxas de infecção. É uma propaganda totalmente equivocada do governo com essa medida que chega a beirar o absurdo”, ressalta.

Para Todt essa seria uma forma de tentar justificar as medidas de flexibilização. “Claro que essas medidas devem ocorrer e estão ocorrendo. Inclusive há uma indicação epidemiológica que permite esse movimento já que o Estado está com taxa de transmissão em queda.  Entretanto, seria uma forma de afirmar que a estratégia de flexibilização precoce, que foi um tiro no escuro, foi uma boa medida e que esses medicamentos podem ajudar alguma coisa. Até agora o que sabemos é que as medidas que, efetivamente, auxiliaram na redução da velocidade de transmissão e da sobrecarga do sistema de saúde foram a restrição da mobilidade urbana e isolamento social. Medidas essas que o governo combateu desde o início”.

Caso seja inaugurado um “Dia D” de enfrentamento à Covid-19, o especialista alerta sobre o risco de uma nova onda de infeção. “Não à toa, estamos entre os três países que pior enfrentam a covid19. Estamos atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia que tomaram as mesmas medidas do Brasil. Isso mostra que o Governo, além não ter feito muita coisa, continua sem saber o que fazer e, provavelmente, vamos configurar uma segunda onda de infecção, semelhante ao que estamos vendo, por exemplo, na Europa. Infelizmente, o futuro é sombrio”, conclui Todt.


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