Aracaju (SE), 20 de outubro de 2020
POR: Conceição Soares
Fonte: Assessoria
Em: 18/09/2020 às 12h19
Pub.: 18 de setembro de 2020

Cardiologista pediátrico fala da importância do diagnóstico precoce das cardiopatias


Em entrevista à jornalista Priscila Andrade, na Rádio Nova Brasil, na manhã desta quinta-feira, 17, o cardiologista pediátrico e pré-candidato a vereador de Aracaju, André Sotero, enfatizou a importância do diagnóstico precoce das cardiopatias, considerando que uma em cada 100 crianças nascem com problemas de coração, segundo estatística mundial. O diagnóstico precoce é obtido a partir do ecocardiograma fetal, ainda inacessível à população de baixa renda.


Ele aponta dois dados que reforçam a importância do diagnóstico precoce. “Infelizmente, metade das crianças que nascem com uma síndrome genética tem um problema cardíaco, e cerca de metade dos bebês que falecem durante uma gestação, tem um problema de coração”, alertou o médico, salientando que o ecocardiograma fetal permite analisar toda a formação do coração durante a gestação e deve ser feito, prioritariamente, entre a 23ª e 26ª semanas porque é quando se obtém as melhores imagens do órgão vital.


Para dar uma ideia da importância do diagnóstico precoce, ele tomou como exemplo o Teste do Pezinho, informando que a incidência das doenças cardíacas é 40 vezes maior do que a doença mais frequente apontada pelo teste. Destacou na entrevista algumas das cardiopatias congênitas, a exemplo de abertura entre os ventrículos, que pode fechar durante a gestação; feto sem válvula, com vasos trocados de posição ou com apenas um ventrículo.


Por vivenciar no dia a dia da atividade médica com as cardiopatias congênitas, André Sotero defende há muitos anos que o ecocardiograma fetal seja oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS)e que seja acessível às gestantes no tempo oportuno. Isso porque, quando é detectado que o bebê tem algum problema, as intervenções intrauterinas já são feitas.


“Nossa luta é para que a avaliação do coração fetal seja oferecida para a população de baixa renda. Infelizmente muitas vezes é negada até a ultrassonografia morfológica. Tem sido um luta grande e antiga a implantação no Estado da medicina fetal. É muito triste você perder um bebê, um ente querido, por algo que tinha tratamento, mas que não teve o diagnóstico no tempo correto”, observou o cardiologista pediátrico que há quase 33 anos trabalha com coração de crianças e fetos.

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