Aracaju (SE), 10 de julho de 2020
POR: Assessoria de Imprensa Unit
Fonte: Assessoria de Imprensa Unit
Em: 28/05/2020 às 13h30
Pub.: 28 de maio de 2020

O que diferencia uma epidemia de uma pandemia


O que diferencia uma epidemia de uma pandemia (Imagem: Via Assessoria de Imprensa Unit)

O que diferencia uma epidemia de uma pandemia (Imagem: Via Assessoria de Imprensa Unit)

Neste texto escrito pelo médico sanitarista e supervisor do PIESF do curso de Medicina da Unit, professor Walter Marcelo Oliveira de Carvalho, podemos compreender, com absoluta clareza, sobre o que distingue um surto epidêmico de uma doença, de uma pandemia como a que o mundo vivencia desde o fim do ano passado.


Essa compreensão sobre a gravidade da pandemia, de certa forma, nos dá subsídios para o campo de batalha entre a vida e a morte. Fica claro, portanto, que depende de cada um de nós a execução de medidas simples, mas que representam verdadeiras trincheiras contra um inimigo silencioso e muitas vezes fulminante.


“O conceito de epidemia é dado à rápida disseminação de uma doença sobre um grande número de pessoas, numa determinada população, dentro de um certo período de tempo. Um surto epidêmico pode restringir-se a uma comunidade ou região.


A denominação pandemia é empregada quando uma epidemia de doença infecciosa se espalha entre a população localizada numa grande região geográfica como, por exemplo, um continente ou mesmo ao planeta.


Epidemias são exemplos de reação em cadeia: quanto mais pessoas estão infectadas, mais pessoas se infectam. No caso da COVID-19, como a doença se espalha pelo contágio pelas vias aéreas superiores, o número de novos casos depende do número de casos já existentes (uma pessoa infecta outras três, de três para nove, de nove para 27 e, assim, sucessivamente). Esse tipo de comportamento é característico de um crescimento exponencial.


O que deve ser evitado é que todas essas pessoas fiquem doentes ao mesmo tempo. Daí a necessidade do isolamento horizontal e cuidados higiênicos. Quanto menos casos novos uma comunidade tem ao longo dos dias, menos casos graves ela vai acumular. Assim, menos pessoas terão necessidade de atendimento em um leito de UTI (nas formas mais graves das doenças), notadamente nos grupos de riscos (idosos e portadores de comorbidades, como obesidade, hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e cardiopatias), e a estrutura hospitalar vai poder atender à demanda, evitando o estrangulamento na rede assistencial de saúde  e na sociedade em geral, pois o número de mortos está diretamente vinculado à velocidade da transmissão da doença, mesmo que a maior parte dos doentes só tenha sintomas leves ou moderados.


O pico da epidemia acontece quando o número de novas pessoas infectadas por dia é igual ao número de pessoas recuperadas no mesmo período.  Assim, a quantidade líquida de novos casos é nula.


Segundo o Ministério da Saúde, o Estado de Sergipe registrou até o último boletim 5.735 casos confirmados do novo coronavírus. O número de óbitos chegou a 116. Em Aracaju, há o registro de 3.406 de pessoas diagnosticadas com a COVID-19. Destas, 106 estão internadas em hospitais, 1.331 estão em isolamento domiciliar, 1.915 que estavam infectadas já estão curadas e 54 vieram a óbito.”

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