27 de maio de 2019
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 24/05/2019 às 00h00

SES Sergipe alerta municípios para atenção à ploriferação de caramujos africanos


Gerente da Vigilância em Saúde Ambiental da Covisa, Alexandro Xavier Bueno (Foto: Flávia Pacheco/ SES/SE)

Gerente da Vigilância em Saúde Ambiental da Covisa, Alexandro Xavier Bueno (Foto: Flávia Pacheco/ SES/SE)

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da coordenadoria da Vigilância Sanitária (Covisa), está atenta à ploriferação de caramujos africanos em algumas cidades como Divina Pastora, Siriri, São Cristóvão e Aracaju. A informação é do gerente da Vigilância em Saúde Ambiental da Covisa, Alexandro Xavier Bueno, salientando que o setor vem prestando orientações aos municípios sobre combate ao animal, que é uma espécie invasora, tendo chegado ao Brasil na década de 80, pelo Estado do Paraná, e em Sergipe mais tarde, pelo município de Siriri.


“Temos feito orientações aos municípios para serem repassadas aos agentes comunitários e à população. De uma forma geral, o trabalho de controle vem sendo feito pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), que coordena a Comissão Estadual de Controle do Caramujo, composta por vários órgãos, como a Vigilância Sanitária do Estado, Adema, Centro de Zoonoses, que são órgãos afetos ao meio ambiente, que podem multiplicar as informações junto à população e às secretarias de Saúde”, disse o gerente.


Bueno orienta que caso o cidadão tenha dúvidas quanto à identificação do animal, ele deve ligar para os Centros de Controle de Zoonoses municipais. Ele destaca, ainda, que o trabalho de combate e controle do animal tem muito do envolvimento social, porque é a população a primeira a notar a presença do caramujo, seja nas plantações, seja nos quintais. Aconselha o técnico que assim que a pessoa identificar o animal como sendo caramujo africano deve destruí-lo, esmagando a carapaça ou concha, e colocando cal virgem ou sal sobre o que restou dele.  Depois enterrar os restos em local longe de reservatórios naturais de água, como poços ou cisternas.


Ele alerta ser fundamental que a carapaça seja destruída para evitar a proliferação do Aedes Aegypti. “A concha pode acumular água e tornar-se um criadouro do mosquito da dengue nesse período de chuvas”, reforçou o gerente, enfatizando que é importante que as pessoas protejam as mãos com luvas ou bolsas plásticas na hora de manusear o animal, que pode transmitir doenças, como a meningite. “No entanto, em Sergipe não existem casos notificados da infecção transmitida por esta forma”, disse.


A espécie africana
Outro alerta que o gerente da Vigilância em Saúde Ambiental da SES faz é com relação às espécies nativas. “É importante identificar a espécie do caramujo para que não se extermine as populações nativas, próprias do nosso habitat, que têm o próprio controle natural”, sinalizou, informando que o caramujo africano é um animal que cresce, podendo atingir até 15 cm no Brasil. Tem uma concha amarronzada, com manchas claras, em forma cônica, onde se abriga. É hermafrodita e possui alta capacidade de se reproduzir.

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