27 de dezembro de 2018
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 27/12/2018 às 00h00

Especialistas falam sobre como prevenir, identificar e curar Verruga Venérea


Especialistas falam sobre como prevenir, identificar e curar Verruga Venérea (Foto: Ascom Funesa)

Especialistas falam sobre como prevenir, identificar e curar Verruga Venérea (Foto: Ascom Funesa)

Doença sexualmente transmissível, induzida pelo vírus HPV (Papilomavírus Humano), a Verruga Venérea ou ‘Condiloma Acuminado’ é uma das patologias tratadas pelos Centros de Especialidades Médicas (CEOs), administrados pela Fundação Estadual de Saúde (Funesa), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), pois além de aparecer na genitália externa e ânus, também surgem na  boca – com mais incidência na região da mucosa labial, palato mole e freio de língua. Geralmente diagnosticada em adolescentes e adultos jovens – mas que pode surgir em qualquer idade -, a doença apresenta lesões de aparência firme, rósea, delimitada e indolor.


De acordo com o cirurgião bucomaxilofacial do CEO de Nossa Senhora da Glória,  Helmut Hagenbeck Neto, a verruga venérea é transmitida, principalmente, por sexo oral. “Nos casos identificados, provavelmente, durante a prática, havia alguma lesão em boca, como cortes ou gengivite, e a parceira ou parceiro era hospedeiro do vírus. Comenta-se também da possibilidade do contagio  através do beijo, mas tem pouco estudo sobre a probabilidade de se passar o vírus dessa maneira. O tratamento pode ser realizado com o uso local de medicamentos específicos que promovam a cauterização química, ou  através da remoção cirúrgica das lesões, por meio da eletrocauterização ou crioterapia. Vale ressaltar que a  melhor forma de prevenção é o uso de preservativo”, alerta.


Segundo Sthephany Barreto, dentista e coordenadora dos CEOs, estudos têm sugerido que a transmissão vertical de mães para bebês pode ocorrer durante o nascimento ou talvez no útero. Ela faz referência ao Livro de Patologia Oral e Maxilofacial de Neville, que afirma que o surgimento das lesões em crianças pode indicar violência sexual, sendo necessária a investigação.  O período de incubação do vírus é de um a três meses, desde o contato sexual. Nas regiões anogenitais, os tipos HPV-16 ou HPV-18 estão associados a um maior risco de câncer/transformação maligna.


A dentista informa também que hoje já é possível prevenir a doença, através da vacinação contra o HPV. “O Ministério da Saúde tem lançado a campanha nos postos de saúde para meninas de 9 a 14 anos de idade; e meninos de 11 a 14 anos”. A proteção é considerada completa quando o indivíduo toma as duas doses. Em clínicas particulares é possível vacinar homens de 9 a 26 anos e mulheres de 9 a 45 anos, mas é sempre recomendável passar por consulta médica.


Outra forma de prevenção eficaz e já conhecida por todos é o uso da camisinha durante o ato sexual, seja ele oral ou não. “Quando aparece na boca, o paciente deve procurar o posto de saúde, cuja consulta com o cirurgião-dentista será primordial para diagnóstico e planejamento correto do tratamento. Dessa forma, o usuário será encaminhado para um Centro de Especialidades Odontológicas para excisão da lesão e biópsia. Esse usuário também é orientado a fazer acompanhamento e tratamento sistêmico. Vale ressaltar que se a lesão aparece em boca é aconselhável que seja feita investigação na região anogenital e também o tratamento do parceiro(a)”, explica Sthephany Barreto.


A vacina oferecida pelo SUS é quadrivalente e protege contra quatro tipos de vírus HPV mais comuns no Brasil. Ao receber a vacina, o corpo produz anticorpos necessários para combater o vírus e assim, caso a pessoa seja infectada, não desenvolve a doença. Apesar de ainda não estar disponível para ser aplicada, a Anvisa já aprovou uma nova vacina contra o HPV, que protege contra nove tipos de vírus.

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