18 de julho de 2019
POR: Ferreira Filho
Fonte: Ferreira Filho
Em: 18/07/2019 às 06h43

"Não podemos ser covardes"


Dial - Imagem: diagramação e produção/Ferreira Filho

Dial - Imagem: diagramação e produção/Ferreira Filho


 


"Não podemos ser covardes"


As ocorrências por consequência das chuvas que caíram no estado a semana que passou, provocando estragos em alguns municípios, em especial, Aracaju e Riachuelo, levaram o deputado estadual Georgeo Passos do Cidadania a fazer declarações contra a classe política, inclusive o próprio, pela falta da presença imediata nas localidades que tiveram famílias inteiras completamente desabrigadas.


Para o legislador, os detentores de cargos confiados pelo povo, como no caso dos deputados, devem ter uma grande responsabilidade com suas funções, e que somente "in loco" é possível constatar a realidade das pessoas em momentos difíceis, como as famílias de Riachuelo, diferente do que se vê em fotos e vídeos que circulam nas redes sociais. Leia.


Sintonia: Qual a razão desse sentimento de covardia?
Georgeo Passos : Ali em Riachuelo, percebemos pelas fotos e vídeos que tinha sido algo muito grave, e por essa cobraça que a classe política vem tendo, afinal de contas há um grande descrédito na classe política, isso é fato, As pessoas cada dia mais distantes, mais arredias com os políticos, o que faz com que o político, falando por mim, reflita muito antes de tomar qualquer decisão, por isso da covardia que falei, porque num caso daquele não era para gente ficar titubeando, pensando se era pra ir ou não. Se a gente tem um mandato, principalmente, deveríamos estar lá, toda classe política, demosntrando apoio, solidariedade, buscando informações, para ajudar aquela comunidade depois com os nossos mandatos. Quando a gente se omite e recua, demostra essa covardia que eu me referi. Então, essa é a reflexão que eu faço para todos que estao exercendo o mandato. A sociedade vai cobrar sempre, e a gente tem que dar sempre resultado. As ações que cada um fizer, sempre vão ser julgadas, independentemente, de qual situação seja. E quem não quer ser julgado não deve fazer parte desse meio.


Sintonia: O senhor entende que o Poder Legislativo pode fazer algo num momento desse, sem que haja uma provocação do Executivo, ou acha que as ações devem ser de cada parlamentar?
GP: O Poder Legislativo tem sua missão bem definida pela Constituição, e lógico que para um montante de dano como o ocorrido ali, nós sabemos que o Legislativo, pratcamente, na minha visão, dentro da legalidade não tinha muita muitas opções, salvo a cessão de alguns de seus servidores, que não não muitos, pricipalmente da aréa de desastre, até poderia ceder. Agora com relação as ações concretas de fazer aquela situação volte ao normal  sabemos que não é nossa, mas, cabe ao legislativo sim, provocar que o executivo faça e não pare até que tudo se normalize. Como cidadão, cada  deputado poderia fazer sua parte, se entender ser pertinente.


Sintonia: Fazer alguma ação num momento desses, não seria mal interpretado pela população?
GP: Num momento que a gente vive, na sociedade que estamos vivendo num grande "Big Brother",  sempre vamos ser mal interpretados, lógico que não por todos, mas, haverá um ou outro que vai apontar que alguém queria se aproveitar daquele momento, e por isso fomos pra lá, e esse julgamento sempre vai existir. É por isso que disse que não podemos ser covardes, e ter medo disso. Temos que encarar de frente, e no momento oportuno eleitoral, sermos julgados por nossas ações e omissões.


Sintonia: O senhor acharia melhor agir sem a preocupação da divulgação?
GP: Com relação a divulgação eu fui até bem tranquilo nesse ponto, porque é meu perfil também, e eu acho que cada um tem uma forma de atuar, respeito demais todos, sempre disse isso na Assembleia. Eu sou mais contido, mais na minha, e quem me acompanha nas minhas redes sociais sabe que não tem muita coisa, e aí acho que cada um deve dosar té que ponto fazer. Eu, graças a Deus, faço minha parte ajudando do jeito que eu posso, e na grande maioria eu não divulgo. Um ou outro caso é que as pessoas pedem, me questionam se podem ou não divulgar, e aí eu autorizo, mas, quem me acompanha nas redes sociais sabe muito bem como é meu perfil, e como penso com esse tipo de questão.


Sintonia: Que análise faz do governo estadual nas ações feitas até aqui?
GP: O governo do estado perdeu um pouco de tempo. Eu acho que eles poderiam ter sido mais rápidos, até mais eficientes. Poderiam ter chegado mais próximos da população, principalmente do povo de Riachuelo. Tivemos também aquele problema aqui em Aracaju, e vimos a limitação do Corpo de Bombeiros, por mais que eles quisessem fazer seu papel, não tinham equipamentos sufucientes, lamentavelmente, para isso, já cobrado várias vezes na Assembleia, mas, ninguém ouve. Nós vimos que o número de pesoas da nossa Defesa Civil também é insuficiente, não sei se seria o caso de termos uma força de voluntários já preparados para esse tipo de evento. Ouvimos as palavras do próprio povo de Riachuelo falando da "frieza" do governador de só ir na terça-feira, não ter entrado em contato, e eu acho até que com receio de algum julgamento, se ele tivesse ido no mesmo dia, e aí retorno a primeira resposta de que não podemos ser covarde. O governador é o zero um do estado, a população o elegeu com uma grande maioria de votos, e ele tem que nesses momentos tá na linha de frente, tá conduzindo , dando o exemplo dele, e até motivar sua equipe. Aí eu acho que o governo foi muito lento nas ações, e ainda está sendo. Lá vamos ter vários problemas ainda para serem solucionados. Pessoas perderam tudo, e temos o fundo de combate à pobreza, que muitas vezes, eu mesmo já denunciei, foi utilizado com outras finalidades.  


O deputado Georgeo Passos conclui aprofundando sua reflexão diante do ocorrido com as chuvas, fazendo a mea culpa, e concordando com a vigilância mais severa que tem sido feita pela sociedade da classe política, enfatizando mais uma vez que os mandatários demandados pelo povo não podem se acovardar, e partir pra cima dos problemas que o aflingem, destemidos das interpretações que possam ser dadas às suas presenças nesses ambientes de catástrofes quando ocorrer.
 


Por: Ferreira Filho
Dial - Imagem: diagramação e produção/Ferreira Filho
Contato: ferreirappa@gmail.com/Zap: 79 9 9987 2966
Mais Colunas

Matérias em destaque

Click Sergipe - O mundo num só Click

Apresentação