Aracaju (SE), 27 de novembro de 2020
POR: Marcio Rocha
Fonte: Marcio Rocha
Em: 26/09/2020 às 08h00
Pub.: 25 de setembro de 2020

Se nós não fizermos nossa parte, o desemprego aumentará :: Por Marcio Rocha


Marcio Rocha (Foto: Arquivo Pessoal)

Marcio Rocha (Foto: Arquivo Pessoal)

Saiu recentemente a divulgação do resultado das vendas do comércio varejista, divulgado pelo IBGE, relativo ao mês de julho. Sergipe apontou um crescimento na variação mensal de +4,8% nas vendas, diante do mês de junho. Esse dado é importante de ser analisado, para que consigamos entender o comportamento do consumidor diante do cenário de retração econômica do estado, provocado pelo fechamento das atividades comerciais, devido à pandemia. O público está voltando aos poucos para as lojas do comércio, fazendo suas compras e ajudando a recuperar nosso ciclo econômico.


Contudo, esse dado que mostra uma informação relativamente boa, não condiz com o que ainda está acontecendo nas nossas lojas. O comércio sergipano está sofrendo danos graves decorrentes do enfraquecimento ocorrido involuntariamente nos últimos cinco meses. O volume de vendas do comércio entre janeiro e julho aponta queda de -11,3%. Isso é preocupante, pois o número mantém uma tendência de queda, mas ainda é elevado. Em junho, o indicador apontava -12,5%, em maio -14,1%, e em abril, -27,4%. Mesmo com essa diminuição na variação negativa, ainda temos muito que nos preocupar, pois esse dado mostra como estamos no comparativo às vendas do mesmo período do ano passado. Abril foi uma completa catástrofe para todo o cenário sergipano, com variações negativas menores, mas ainda altas nos meses subsequentes.


Nós, público consumidor temos uma missão importante nesse momento em que a economia do estado está muito complicada. Temos que reverter esse quadro e descomplicar a economia. Estamos voltando às compras de um modo ainda tímido, mas a pandemia realmente foi um fator inesperado que prejudicou a todos nós. Só que prejudicou muito mais pessoas que nós temos ideia, pois observamos geralmente o que está ao nosso redor. Analise bem... todos nós conhecemos alguém que ficou desempregado nesse período. Foram mais de 15 mil pessoas entre janeiro e agosto que tiveram que enfrentar a amarga dor de ver sua carteira de trabalho ser devolvida pelo empregador. Outros mais de 1.200 fecharam seus negócios, somente no comércio. E isso também foi um dos complicadores para que o estoque de emprego das pessoas encolhesse. Não é isso que queremos para nosso universo econômico, nem para as pessoas de nosso estado. É hora de dar uma virada nisso.


Todos nós temos que fazer a nossa parte. Ajudar a recuperar o fluxo econômico é necessário nesse período de retomada. E qual a melhor maneira de fazer isso? Comprar do pequeno negócio! O grande volume empregatício do estado está nas micro e pequenas empresas, que têm mais capacidade de abertura, crescimento e recuperação de fluxo para a abertura de novos postos de trabalho. Investir seu dinheiro nas compras no comércio vai fazer com que a receita das empresas aumente e com isso, novos empregos possam ser gerados. Com esses novos empregos, mais receita passará a circular nas empresas e isso se torna um círculo virtuoso para nossa economia.


Conversando com o presidente da Fecomércio, o deputado Laércio Oliveira, ampliei mais meu processo compreensivo. Isso significa que se você, eu, nossos amigos, familiares e as outras pessoas voltarem para as compras no comércio, seja qual for, Centro, shopping, bairro, vamos fazer com que as mesmas pessoas, você, eu, nossos amigos, familiares e as outras pessoas, possamos ter novas oportunidades de trabalho para que nosso estado volte a crescer. Fazendo a nossa parte, faremos a diferença. Vamos descomplicar a economia?

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