Aracaju (SE), 27 de outubro de 2020
POR: Luiz Filipe Macêdo
Fonte: Luiz Filipe Macêdo
Em: 17/08/2020 às 11h47
Pub.: 17 de agosto de 2020

A 8ª maravilha do mundo: em busca da independência financeira :: Por Luiz Filipe Macêdo


Gráfico ilustrativo: queroficarrico.com

Gráfico ilustrativo: queroficarrico.com


Por Luiz Filipe Macêdo


Muitos atribuem a seguinte frase ao famoso físico alemão Albert Einstein: “Os juros compostos são a oitava maravilha do mundo. Aquele que entende, ganha. Aquele que não entende, paga.” Neste artigo falaremos desse componente matemático que pode ser o seu maior aliado ou a sua principal ruína durante a sua trajetória financeira.


A fórmula matemática do juros compostos é: M=C.1+in, onde C é o capital aplicado, i é a taxa de juros em valor decimal e n é o tempo, sendo M o montante atualizado à taxa de juros e ao tempo.


“Tempo é dinheiro”. Essa frase nunca foi tão verdadeira. O tempo é o fator mais importante dos juros compostos, o investidor paciente colhe, enquanto o impaciente paga. Vamos pegar dois exemplos, um financiamento imobiliário e um financiamento de carro.


Imóvel



Valor: R$ 200.000,00; Juros: 0,6434% a.m. ou 8% a.a.; Tempo: 360 meses ou 30 anos; Sistema de amortização: SAC.
O tomador do financiamento iria pagar neste exemplo por volta de R$ 432.000,00 em 30 anos. Ou seja, R$ 232.000,00 de juros. A primeira parcela seria R$ 1.842,00 e a última R$ 560,00.
Agora vamos olhar o lado do investidor. Tirando uma média simples da primeira e da última parcelas, o valor encontrado é de aproximadamente R$ 1.200,00 e será aplicado mensalmente por 30 anos a uma taxa de 8% a.a.. Depois de 30 anos, este investidor teria acumulado R$ 1.676.429,00 sendo R$ 1.244.429,00 em juros recebidos.


Automóvel


Imagem: Freepik

Imagem: Freepik


Valor: R$ 100.000,00; Juros: 0,50% a.m. ou 6,16% a.a.; Tempo: 36 meses ou 3 anos; Sistema de amortização: tabela Price.


O tomador do financiamento iria pagar neste exemplo por volta de R$ 109.518,00 em 3 anos. Ou seja, R$ 9.518,00 de juros. As parcelas seriam fixas no valor de R$ 3.042,00.


Agora vamos olhar o lado do investidor. O valor de R$ 3.042,00 seria aplicado por 3 anos a uma taxa de 6,16% a.a.. Depois de 3 anos, este investidor teria acumulado R$ 119.582,00, sendo aproximadamente R$ 10.141,00 em juros recebidos. Continuando os investimentos por mais um ano, o valor total acumulado já seria de R$ 164.458,00 possibilitando comprar um automóvel de valor superior.


Esses dois exemplos são simples e acontecem muito no nosso cotidiano, servindo para ilustrar a importância do fator tempo ao aplicar os seus recursos. Aqui não foram contabilizados diversos fatores, como inflação, valor de seguros, desvalorização do automóvel, possível desvalorização / valorização do imóvel e eventuais sinistros. Também foi desconsiderado o percentual de ganhos superiores ao se investir em renda variável e com reaplicação de dividendos / proventos.


A escolha é sua!
O processo para atingir a independência financeira é árduo, duro e longo. Não existem atalhos, não existem milagres. Investir é um hábito, é trocar benefícios presentes, muitas vezes em excesso, por um futuro tranquilo e com mais opções. A pessoa que atingir este patamar estará escolhendo com o que trabalhar, se vai continuar trabalhando, quando vai trabalhar, assim como vai poder viajar ou até morar em outros locais, acumulando assim novas experiências.


Nós temos duas opções: cedemos aos impulsos diários e saciamos nossos desejos imediatos, pagando assim juros por isso, ou nos planejamos, controlamos nossos ímpetos e colhemos mais experiências e possibilidades no futuro. Eu fico com a segunda opção, e você?


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Luiz Filipe F. M. Macêdo
Assessor de Investimentos – Real Invest
Contato: https://linktr.ee/lfmacedoaai

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