07 de junho de 2018
POR: Almeida Lima
Fonte: Almeida Lima
Em: 07/06/2018 às 17h48

Bestalhões ridículos! :: Por Almeida Lima


...Falar em rombo de R$ 157 milhões é uma ignomínia praticada contra quem estava a sanear as finanças da SES e da FHS possuidoras de um déficit (rombo) superior a R$ 500 milhões de reais...


Almeida Lima*


Almeida Lima - (Foto de arquivo: Rosevelt Pinheiro/Agência Senado)

Almeida Lima - (Foto de arquivo: Rosevelt Pinheiro/Agência Senado)

Jozailto Lima, jornalista e escritor, é o mais novo porta-voz do governador. Parabéns! Não importam os motivos, as circunstâncias e os objetivos que o levaram a esse mister. Foi uma boa e adequada escolha já que esse ofício é reservado aos grandes escribas como ele. Afinal, o escrevinhador oficial não sabe fazer nem um “o” com um copo!


Inaugurando o posto, Jozailto lavra o primeiro artigo: “Governo e governador veem Almeida Lima sob “alta psicopatia” e não responderão nada dele”. Oxente!!! Mas o artigo não é a própria resposta. Que ridículo!


Prevejo que o jornalista terá muito trabalho e aporrinhação pela frente, não obstante as compensações trabalhistas que, normalmente, são gordas para essas tarefas penosas, muitas vezes até insalubre. Trabalho como literato não lhe faltará. Mas também como frequentador assíduo do judiciário.


Sei que a Constituição Federal, art. 5º, inciso XIV, resguarda ao jornalista o direito ao sigilo da fonte, não obstante, “ao preservar a identidade de sua fonte, ele está, automaticamente, assumindo a responsabilidade pelo que está sendo divulgado”.


Expressões e narrativas inseridas nesse artigo levarão o jornalista ao judiciário para oferecer explicações e provas. Caso não viesse a adotar essa atitude, entender-se-ia que eu estaria a aceitar a imagem e a conduta de malfeitor, enquanto secretário de estado da saúde que fui. Essa minha decisão já são favas contadas.


Reportando-me ao malfadado artigo, afirmo que quando escrevo não estou a me dirigir ao governador, até porque, para mim, trata-se de uma figura abjeta, vil, desimportante. Não objetivo qualquer atenção desse moço, nem dos seus cupinchas. Eu escrevo é para milhares de sergipanos, e o faço por amor à nossa gente, por compreender que nesse momento de decisões eleitorais importantes o povo precisa estar devidamente esclarecido. E continuarei a fazê-lo, seja do agrado ou não de quem quer que seja. Doravante, irei inclusive ampliar as minhas ações até porque já tenho absoluta certeza que o governador está a usar a máquina para que a mídia tradicional feche os espaços para mim.


Portanto, se o objetivo do artigo foi me persuadir, numa tentativa de obter o meu recuo em tudo que estou a fazer, o foi por desconhecer a minha história política, a minha trajetória de luta, os enfrentamentos que tive. Sempre combati o bom combate e me encontro entusiasmado a continuar na estrada. A luta pela não continuidade desse governo por mais quatro anos é tão nobre que me impõe o dever de cidadão de trabalhar o convencimento das pessoas a não continuar com um governo tão miserável pelo mal que causa à saúde do povo.


É claro que expressões do tipo: “Almeida chora o leite derramado”; “lamúria pelo posto e o poder perdidos”; “Almeida é um sujeito que beira o ridículo”, são extremamente pobres e imbecilizadas. Servem para desqualificar o texto, o autor e os seus propósitos, já que demonstram ausência de conteúdo e de argumentações. Ora, imaginar que essas baboseiras me atingem, é não saber que a minha compreensão filosófica é a de que nesta vida nada é definitivo. Nada é para sempre. Que a vida é cheia de recomeços. Que o recomeçar é a razão de me sentir vivo. Agradeço a Deus pelo recomeçar de um novo dia.


No artigo “Profissão de fé” que eu escrevi, reportei-me a um déficit financeiro na Secretaria de Estado da Saúde de R$ 76.400.000,00, somados os recursos não repassados no ano de 2017, a menos que 2016, mais os recursos desse ano de 2018 que, somados os meses de janeiro a maio, são inferiores aos 12% da receita líquida estabelecidos para a saúde. Falar em rombo de R$ 157 milhões é uma ignomínia praticada contra quem estava a sanear as finanças da SES e da FHS possuidoras de um déficit (rombo) superior a R$ 500 milhões de reais. No período de minha gestão, final de janeiro/2017 a 09 de maio/2018, os fornecedores receberam bem mais do que o fornecido. Ou seja, receberam o que forneceram e parte do crédito preexistente. Portanto, como caracterizar esse rombo? Bestalhões ridículos! Deus nos livre!


 


*É advogado, ex-deputado estadual e federal, ex-prefeito de Aracaju, ex-senador e ex-secretário de Estado da Saúde de Sergipe.


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