01 de outubro de 2019
POR: IFS
Fonte: IFS
Em: 01/10/2019 às 11h14
Atualizada: 01/10/2019 às 11h34

IFS abre curso técnico em Sistemas de Energias Renováveis


Foram abertas inicialmente 40 vagas no Campus Estância para atender às demandas de um novo mercado em expansão no país.


IFS abre curso técnico em Sistemas de Energias Renováveis (Foto: IFS)

IFS abre curso técnico em Sistemas de Energias Renováveis (Foto: IFS)


O curso Técnico de Nível Médio em Sistemas de Energias Renováveis acaba de ser aprovado no Instituto Federal de Sergipe (IFS) e já vai ser ofertado em 2019.2 no Campus Estância. Foram abertas inicialmente 40 vagas na modalidade integrada para o processo seletivo vigente, nos turnos matutino e vespertino. A carga horária é de 3.200h, com duração de três anos, e a grade curricular incluiu disciplinas do ensino médio e da área técnica.


O novo curso visa atender a crescente demanda do setor produtivo e da sociedade por abastecimento energético a partir de energias limpas e sustentáveis. A pauta da sustentabilidade está na ordem do dia e, por conseguinte, gestores públicos, empresários e instituições têm fomentado o uso de energias renováveis com alto potencial sobretudo no nordeste brasileiro, a exemplo da energia solar e eólica, e a eficiência energética.


Empresas e indústrias têm buscado suprir a própria demanda energética de modo a impactar menos o meio ambiente e elevar o lucro líquido, ao mesmo tempo em que governos vêm adotado políticas públicas de incentivo ao uso de energias renováveis. No Brasil, esse segmento responde por mais da metade da produção de eletricidade. Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) de 2016 indicam que 82% da matriz elétrica brasileira provém de energias renováveis.


A maior parte dessa energia – cerca de 65% – é produzida em usinas hidrelétricas. Diante dessa conjuntura, o desafio agora é diversificar a matriz limpa para que o país não seja dependente de uma só fonte primária de energia. Assim como a Alemanha, a Índia e outros países, o Brasil está passando por um processo de expansão no mercado de energias renováveis, principalmente eólica e solar. Nos últimos anos, essas duas formas de produção energética cresceram de forma significativa.


De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entre 2012 e 2018 o potencial instalado acumulado de energia fotovoltaica (FV) passou de 7,2 MW para 1,3 GW. O crescimento na área de energia eólica também foi expressivo: passou de 2,5 GW para 13,1 GW, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). A expectativa é que essa tendência ascendente continue.


Exemplo disso é que o Plano Decenal de Expansão de Energia da EPE indica de 2016 a 2026, um crescimento de 140% na capacidade instalada para energia eólica no Brasil, com previsão de 28,5 GW em 2026, enquanto a solar deve atingir 9,6 GW, sem contar a geração distribuída. Vale destacar que o nordeste possui regiões favoráveis à instalação de painéis solares e de parques eólicos, como mostra o estudo sfeito pelo Centro de Referência para Energia Solar e Eólica Sérgio Brito (Cresesb).


Desde 2012 o volume de potência elétrica instalada à rede de distribuição de energia no Brasil a partir de sistemas de geração com painéis fotovoltaicos tem aumentado de forma exponencial, enquanto o custo de instalação vem reduzindo na mesma proporção. A adoção da energia solar apresenta ainda vantagens financeiras. É possível reduzir a conta de energia elétrica em até 95%, o que faz desse investimento mais rentável em comparação às opções adotadas pela população, com a caderneta de poupança, os fundos de renda fixa e o tesouro direto.


Mercado
Até o primeiro semestre de 2019, cerca de 48% dos municípios de Sergipe possuíam pelo menos um sistema fotovoltaico conectado à rede. Outros estados do nordeste apresentam situação semelhante, como é o caso da Bahia e de Alagoas (com 36,5% e 47,1% dos municípios, respectivamente). O crescimento das energias renováveis no Brasil trouxe consigo um novo mercado e, por conseguinte, uma demanda por profissionais com novas habilidades e conhecimentos.


Para solucionar o problema, o Ministério da Educação (MEC) lançou o Programa para Desenvolvimento em Energias Renováveis e Eficiência Energética na Rede Federal, o EnergIF, por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC), em parceria com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (Agência Alemã de Cooperação Internacional). Essa parceria, denominada Profissionais para Energias do Futuro, foi acordada em janeiro de 2016.


Segundo o coordenador do novo curso, professor Roberto Macena, foram decisivos para oferta da formação técnica em Sistemas de Energia Renováveis a grande oportunidade de mercado, as características da atividade econômica do município de Estância e o incentivo do MEC através do EnergIF. “Esse curso insere-se como peça importante no desenvolvimento socioeconômico de Sergipe e, em especial da região Sul, tendo em vista o planejamento curricular e estrutural coadunado com a política governamental no tocante aos aspectos sociais, econômicos e culturais e seu desenvolvimento através da ciência e tecnologia”, ressaltou.


As energias renováveis empregavam em 2017 mais de 10 milhões de pessoas no mundo, segundo a Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena). No Brasil, neste mesmo ano, o setor empregou 893 mil pessoas, pouco menos de 10% do total empregado internacionalmente. A maior parte desses trabalhadores brasileiros está no setor de biocombustíveis e grandes hidrelétricas, mas esse cenário tende a mudar com o crescimento das energias eólica e solar.


Levantamento feito pela Irena em 2017 indica que já existem no país 33.700 postos de trabalho no setor eólico e 10 mil no setor fotovoltaico. As perspectivas da área de eficiência energética também são favoráveis: pesquisa sobre o Potencial de Empregos Gerados na Área de Eficiência Energética no Brasil de 2018 até 2030, realizada pela consultoria Mitsidi, mostra que o número de empregos diretos deve passar de cerca de 136 mil atualmente para 452 mil em 2030.


Habilidades
O profissional dessa área tem como habilidades realizar projeto, instalação, operação, montagem e manutenção de sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica de fontes renováveis; coordenar atividades de utilização e conservação de fontes alternativas; e seguir especificações técnicas e de segurança, realizar montagem de projetos de viabilidade de geração de energia elétrica proveniente de fonte eólica, solar e hidráulica em substituição às convencionais.


O técnico em Energias Renováveis também está apto a plicar medidas para o uso eficiente da energia elétrica; desenvolver novas formas produtivas voltadas para a geração de energias renováveis e eficiência energética; identificar problemas de gestão energética e ambiental; além de projetar soluções para questões decorrentes da geração, transmissão e distribuição da energia.


Com informações da Revista Profissionais para Energias do Futuro.

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