Aracaju (SE), 04 de dezembro de 2020
POR: Luiz Filipe Macêdo
Fonte: Luiz Filipe Macêdo
Em: 10/07/2020 às 19h39
Pub.: 13 de julho de 2020

Menos é mais :: Por Luiz Filipe Macêdo


Imagem: medium.com

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Por Luiz Filipe Macêdo*


Vivemos em uma sociedade movida pelo consumo. Desde a Revolução Industrial o mundo vem crescendo de forma desenfreada e sem limites, mas parece que estamos chegando perto desse limite. No artigo de hoje falaremos do mundo pós-pandemia, abordaremos o minimalismo, ideologia de vida que tem ganhado cada vez mais adeptos no mundo todo, e discutiremos como esses dois temas estão relacionados ao ato de investir.


O ano de 2020 parece não ter fim. Ignoramos os sinais de uma doença altamente infecciosa que acometeu a China desde o ano passado e o resultado dessa negligência foi uma infecção generalizada no mundo. Essa crise sanitária vem ocasionando a pior crise econômica da história.


E assim iniciamos uma breve reflexão: o mundo mudou, dificilmente voltaremos a viver da mesma maneira como vivíamos anteriormente à pandemia de COVID-19, mas, ao invés de encarrar isso de forma pessimista, podemos fazer um esforço e enxergar uma oportunidade. Sim, uma oportunidade de mudança. Com as restrições de locomoção e o distanciamento social tivemos mais tempo para refletir sobre nossas vidas e ver o que realmente é essencial para prosseguirmos.


Dentro desse mundo diferente, novas filosofias de vida vêm ganhando destaque, a exemplo do minimalismo. O minimalismo, de forma geral, se baseia em dois princípios: consumir apenas o necessário, nem mais nem menos; e priorizar bens duráveis, de melhor qualidade.


Essa ideia é antiga, apenas o nome é novo e vem sendo utilizado para difundir o pensamento. Não existe regra e nem uma fórmula exata, o importante é focar no que realmente importa para você. Inclusive, muitas pessoas bem sucedidas têm hábitos que se enquadram dentro do minimalismo.


Mas como aplicar essa ideia no mundo real?


O mundo moderno vende uma imagem de felicidade atrelada ao consumismo. É muito comum tentarmos ?curar? frustações através do consumo desnecessário. Quantas vezes não vamos ao shopping porque estamos estressados, querendo ?esfriar a cabeça?, e acabamos comprando objetos sem necessidade alguma apenas para ter o benefício de um prazer instantâneo? Infelizmente, essa dose de alegria dura pouco e a frustação logo volta a aparecer. Outro exemplo é quando compramos, apenas para manter um ?status?, aquele aparelho tecnológico recém-lançado, com duas ou três funções a mais do que o que já possuíamos, e que muito provavelmente nunca iremos usufruir.


No Brasil existe ainda um detalhe relacionado ao consumo que em outros países é difícil encontrar. O parcelamento. Sim, esse mecanismo financeiro está enraizado na cultura brasileira, e é tão rotineiro que parcelamos até produtos de consumo mensal, como as compras no supermercado ou o combustível dos veículos, gerando dívidas e mais dívidas. O resultado disso é um ciclo vicioso de endividamento, para o qual é difícil encontrar uma saída.


Voltando para a pandemia e o novo mundo, já podemos observar um encolhimento da economia. Serviços e comércio não essenciais estão sofrendo e muitos terão que se reinventar ou serão obrigados a fechar as portas. As pessoas estão começando a valorizar outras coisas além do comprar, como passar mais tempo com a família ou até consigo mesmas. O meio ambiente pôde respirar um pouco com a redução do número de veículos nas ruas, do turismo e da produção de grandes indústrias. O mundo passa por uma grande oportunidade de melhoria.


Mas o que o mundo pós-pandemia e o minimalismo têm a ver com os investimentos financeiros?


O minimalismo não prega o anticonsumo, pelo contrário, ele traz uma reflexão sobre consumir o que realmente importa. Deixar de trocar de carro, por exemplo, para realizar uma viagem, ou ter menos roupas de grife para ter condições de fazer um curso que irá agregar de forma profissional ou pessoal. Esse tipo de consumo é chamado de consumo de experiências, ou seja, renunciar a certos bens desnecessários, que muitas vezes são inutilizados, para ter mais memórias para viver e compartilhar.


Imagem: br.freepik.com

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Essa mudança de hábito de consumo permite poupar mais, e com esse dinheiro sobrando poder investir e, consequentemente, comprar ?tempo?. Porque tempo é o nosso bem mais precioso. Ele nos permite trabalhar com algo que realmente nos interesse, passar mais tempo com família e amigos e usufruir de momentos de lazer. Quanto mais investir agora, mais tempo você terá no futuro.


A vida com menos dívidas, preocupações e excessos gera mais oportunidades para valorizarmos o que realmente importa. Vamos simplificar a vida.


?Sonhe, Poupe, Invista e Realize?



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*Luiz Filipe F. M. Macêdo
Assessor de Investimentos ? Real Invest
Contato: https://linktr.ee/lfmacedoaai

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