21 de novembro de 2019
POR: Agência Senado
Fonte: Agência Senado
Em: 20/11/2019 às 19h40

BC fará mutirão para reduzir dívidas do brasileiro com bancos


O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que ainda nesta semana será anunciado um mutirão para reduzir as dívidas dos brasileiros com instituições financeiras.


Ao lado do senador Marcelo Castro (2º à dir.), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fala na CMO (Foto: Roque de Sá/ Agência Senado)

Ao lado do senador Marcelo Castro (2º à dir.), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fala na CMO (Foto: Roque de Sá/ Agência Senado)


— Os bancos abrirão as agências além do expediente para fazer uma renegociação de dívida antes do Natal e do Ano Novo. Isso estará atrelado a um conteúdo de educação financeira e será uma oportunidade para que as pessoas entendam um pouco por que que se endividaram — afirmou ele, que participou nesta quarta-feira (20) de uma audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO).


Segundo Campos Neto, o estímulo à educação financeira é atualmente uma das prioridades do banco, e o mutirão integra essa estratégia — que inclui um programa piloto ainda em teste, em Minas Gerais, e iniciativas para jovens nas escolas.


— Quem tem mais educação financeira tem menor inadimplência — declarou.


Conforme um estudo do Banco Central, as pessoas de renda baixa e de menor escolaridade são as que mais usam o cheque especial, crédito que cobra juros altos, e, em razão disso, também correm o risco de se endividar mais facilmente. Mudanças nas regras do cheque especial também estão em estudo, acrescentou Campos Neto.


Em setembro, de acordo com dados do banco, a inadimplência das pessoas físicas atingiu 5%, considerados atrasos acima de 90 dias no crédito livre, segmento em que os bancos têm autonomia para definir quanto emprestar. Para as pessoas físicas, a taxa média de juros no crédito livre estava em 51,3% ao ano.


Cenário econômico
Durante a apresentação na CMO, Campos Neto comentou o atual cenário econômico. Em resposta ao deputado Lucas Gonzalez (Novo-MG), ele afirmou que o dólar acima de R$ 4 decorre de vários fatores, inclusive instabilidade internacional, mas a oscilação do câmbio não compromete a percepção de risco do país, que não registra queda na Bolsa de Valores nem aumento da inflação.


Campos Neto voltou a defender a aprovação da proposta que prevê autonomia plena do Banco Central e mandato para a diretoria (PLP 112/2019).


— Em outros países, essa condição ajuda a manter a inflação baixa — argumentou.


Ele também pediu apoio para a proposta que institui um novo marco legal para o mercado de câmbio (PL 5.387/2019).


A CMO realizou a audiência pública com o presidente do Banco Central, um requisito da Lei de Responsabilidade Fiscal, em conjunto com três comissões da Câmara (a de Finanças e Tributação, a de Fiscalização Financeira e a de Desenvolvimento Econômico) e duas do Senado (a de Assuntos Econômicos e a de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle).

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