04 de novembro de 2019
POR: Díjna Torres
Fonte: Assessoria do Evento
Em: 04/11/2019 às 16h07

Héloa lança Opará em Aracaju no projeto Ocupe a praça


Show de lançamento será realizado no dia 13 de novembro às 21h na Praça General Valadão.


Héloa lança Opará em Aracaju no projeto Ocupe a praça (Foto: Divulgação)

Héloa lança Opará em Aracaju no projeto Ocupe a praça (Foto: Divulgação)


Opará é o nome do segundo álbum da cantora sergipana Héloa. O álbum vem celebrar um novo momento na vida da artista e um encontro muito peculiar com sua própria natureza e uma nova forma de encarar os desafios. O disco que tem o ritmo das águas e da maré como fio condutor das canções, retrata, através deste elemento, as diversas facetas que este assume em seu curso, fazendo uma analogia com o próprio sentido de existir e fluir.


E para celebrar o lançamento em Aracaju, o projeto Ocupe a praça, realizado na Praça General Valadão, sempre a partir das 21h, receberá o show da artista no dia 13 de novembro. O show contará com a participação especial do grupo Sabuká Kariri-Xocó.


Héloa, há 4 anos mora em São Paulo mas sempre retorna a sua terra natal, Sergipe, para mergulhar, imergir e renovar-se espiritualmente, através das forças e práticas ancestrais que habitam o universo religioso do Candomblé e lhe permitiram renascer. “É justamente esse momento de serenidade e lucidez, pós estranhamento no contato e no "caos" gerados pela mudança para a grande megalópole e já relatado no álbum de estréia "Eu", que quis espelhar um novo movimento de fortalecimento que me permite seguir e ter um novo olhar diante da condução da minha própria carreira”, disse a cantora.


Na ocasião, Héloa lançará exclusivamente o videoclipe da faixa "Silêncio" de composição dela e de Luedji Luna, com direção de Rubens Crispim.


Sobre Opará
O nome foi escolhido a partir de uma coincidência, pois a palavra "Opará" permeia duas ancestralidades muito presentes na vida da cantora e que celebram a força e grandiosidade das águas em duas tradições: é o primeiro nome dado ao Rio São Francisco, pelos índios Caetés, e significa "Rio, grande como o mar" na língua Dzibukuá; já na linguagem nagô/yorubá e para o candomblé é a uma divindade das águas, que atua na força do encontro do rio com a maré e também conhecida como uma qualidade do orixá Oxum, ao qual Héloa tem a sua vida espiritual e religiosa dedicada.


O disco traz o imaginário do Rio São Francisco e seu curso - cuja nascente está no estado de Minas Gerais e sua foz em Sergipe - com seus processos de assoreamento, abandono e mutilações bem como das suas comunidades ribeirinhas e tradicionais. Em Opará, Héloa se mostra mais conectada com sua origem e busca espiritual o que mostra outra face da artista, que com um canto que transita entre força e suavidade, com forte estado de presença, se desafia ainda mais nesse contato com a ancestralidade de matriz africana e indígena em um movimento de registro dessas resistências bem como uma conexão que nutre e fortalece seus processos criativos.


E para compor essa nova fase, o disco conta com as participações de Mateus Aleluia, Fabiana Cozza, Mestrinho, Grupo Sabuká Kariri-Xocó e Grupo Mulheres Livres.Quem assina a produção do álbum é o paulistano Zé Nigro e o pernambucano Maurício Badé trazendo uma estética diferenciada dos seus trabalhos anteriores. Assinando a direção artística, Héloa propõe uma construção horizontal e comunitária, a partir dos processos de encontros com a nova formação de banda que conta com os músicos Maurício Badé, Maurício Fleury, Edy Trombone e Webster Santos. 

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