03 de junho de 2019
POR: PMA
Fonte: PMA
Em: 01/06/2019 às 21h27

Prefeitura de Aracaju dá início ao trezenário de Santo Antônio com exposição no Centro Cultural


Dezenas de devotos, com suas velas iluminando uma noite chuvosa, carregando consigo suas angústias e esperanças, participaram da abertura, neste sábado, 1º, da 5° exposição “13 Noites com Antônio”, sediada no Centro Cultural de Aracaju, localizado na praça General Valadão, Centro. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju) e o Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal de Sergipe, na busca por relembrar a tradição de confecção de altares em homenagem ao santo casamenteiro e promover seu trezenário.


Ao todo são 13 altares em homenagem ao santo casamenteiro (Fotos: Marcelle Cristinne/ PMA)

Ao todo são 13 altares em homenagem ao santo casamenteiro (Fotos: Marcelle Cristinne/ PMA)


A exposição ficará aberta até o final de junho, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, de 9h às 13h. O trezenário, por sua vez, se encerrará no dia de Santo Antônio, 13 de junho, com homenagens a partir das 19h. 


A iniciativa está intrinsecamente ligada à formação da capital sergipana, sua configuração cultural e desenvolvimento histórico e sociológico. “Nós sediamos esse evento desde o ano passado. São treze altares que referenciam o santo casamenteiro. Realizar ele é muito simbólico, pois dá início ao mês junino, mas, sobretudo, porque dialoga profundamente com a história de Aracaju, uma vez que Santo Antônio foi o nome escolhido para o primeiro povoado da cidade, que posteriormente virou bairro”, ressalta o coordenador do Centro Cultural, Mário Dias. 
 
É também uma forma de homenagear, relembrar, aqueles que, por meio da arte, reafirmavam sua fé. Por isso, como forma de demonstrar essa riqueza e diversidade, em cada dia do trezenário a reza ocorre em um altar diferente. “Trata-se de um resgate dos altares de Santo Antônio feitos nas casas das famílias, que os montavam para celebrar a trezena em louvor ao padroeiro. Aqui há contribuições de associações, academias de letras e artes, artistas plásticos, decoradores e devotos, que se juntaram com essa proposta de resgatar essa tradição”, explica o curador da exposição, professor Dr. Otávio Luís Ferreira.  


A beleza e o cuidado da exposição trazem à tona o sentimento de conforto, além da emoção de rememorar as graças alcançadas e os desafios superados. Como no caso da estudante de Artes Visuais, Tânia Amaral, 70 anos, que, além de devota, teve a chance de expor um trabalho pela primeira vez. “Santo Antônio é meu padrinho. Era ele quem eu procurava quando estava com algum problema.  Fazia uma oração, conversava e me sentia melhor. É muito especial participar dessa exposição, me traz muitas lembranças. Se Deus me der saúde, estarei aqui por todo o trezenário”, conta.

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