Aracaju (SE), 14 de janeiro de 2026
POR: Marcio Rocha
Fonte: Marcio Rocha
Em: 21/11/2020 às 08:00
Pub.: 20 de novembro de 2020

Oitenta anos... :: Por Marcio Rocha

Marcio Rocha (Foto: Arquivo Pessoal)

Marcio Rocha (Foto: Arquivo Pessoal)

Sergipe inteiro, seja qual for a corrente política, profissão, atividade, idade, sexo e cor, celebra nesse final de semana o aniversário de 80 anos de Albano Franco. Um homem que desde 22 de novembro de 1940 tem sua vida pautada pelo trabalho, desenvolvimento econômico, estímulo ao empreendedorismo e ações sociais reconhecidas por toda a população. 

Sua história de vida se mistura intrinsecamente com a história contemporânea de Sergipe, tendo sido um dos personagens mais atuantes nos cenários político e empresarial sergipanos. Desde 1966 seguiu uma trajetória ionosférica na carreira política, sendo deputado estadual ainda jovem, com apenas 26 anos. Foi senador por 16 anos, governador por dois mandatos e encerrou sua carreira política como deputado federal, em 2011. Foram 45 anos de atuação direta na vida pública e a esses somam-se mais dez recentes nos bastidores. Com 55 anos de atuação forte, marcada por uma grande influência na vida política sergipana. 

O governo Albano é conhecido como o grande propulsor da industrialização sergipana. Não sei precisar agora, mas a memória de meus 40 anos me diz que foram 52 empreendimentos industriais implantados com sua política de incentivo à indústria. Aracaju recebeu grande parte dessas empresas, Socorro também recebeu muitas, além de vários municípios do interior. Isso me referindo a empresas de médio e grande porte, como a Ambev, Crown, Azaléia, entre outras. Se considerarmos a mesma política aplicada para empreendimentos industriais de menor porte, milhares deles surgiram em sua gestão. O nome Albano Franco se tornou sinônimo de emprego para nosso povo, pelo trabalho desenvolvimentista que realizou. Isso, obviamente, graças a seu tino empresarial. 

Comandante de grandes empresas no estado, foi alçado à presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI) por 14 anos. Entre 1980 e 1994, Sergipe recebeu uma grande propulsão nas ações do Sistema Fies/Sesi/Senai, com escolas, centros de formação profissional, áreas de recreação e lazer para os trabalhadores do segmento e suas famílias. Eu ouvi do próprio por várias vezes que um trabalhador tratado com dignidade e respeito produz mais e melhor. Exemplo esse que hoje é seguido por um de seus discípulos na política, Laércio Oliveira, que preside o Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, promovendo uma grande revolução na atuação do sistema em favor do trabalhador comerciário, tal qual Albano fez pela vida do trabalhador industriário. Bem como seguindo a pauta da defesa do empreendedorismo.

Mas vale destacar desses 80 anos da vida de um homem ufanista por Sergipe, a pessoa. Um homem com jeito muito simples, o popular amigueiro, boa-praça com tudo e com todos. Sempre muito gentil, quando as pessoas se referem a ele, sempre lembram dessa peculiaridade. Bem, “em Sergipe, todo mundo se conhece”, né? Respeitado, em vários lugares em que estive e encontrei alguma figura do cenário nacional, ao informar ser sergipano, ouvia a frase “Albano é meu amigo”, seguida de elogios à pessoa e personalidade política. Isso mostra ainda hoje o quanto o trabalho e a história solidificados nesses 80 anos são importantes para nosso estado. Termos uma referência como ele nos faz mais orgulhosos de tê-lo como um expoente.

E como amigo, posso voltar à minha própria casa. Há 20 anos, meu pai falecia. Contudo, uma das visitas mais regulares e telefonemas frequentes, era justamente ele. Ouvi muito de meu velho pai, que ele sabia como cativar as pessoas e prendê-las junto a si. Só então entendi de fato o significado da palavra carisma. Lembro que um dos primeiros telefonemas de 7 de setembro de 2000 fora dele, lamentando não poder ir ao velório nem enterro, justamente por ser uma data de celebração cívica e o compromisso na Barão de Maruim era inadiável. De todo modo, não tem como esquecer o que fora feito, o carinho dispensado, a atenção sempre presente, e a conversa poucos dias depois. E o até hoje sempre lhano Albano, que até hoje me chama por “Cordeirinho”, nome com o qual fui identificado ainda no começo da minha carreira jornalística no rádio, por ser filho de que sou. 

Como diz o provérbio judaico: "Um amigo fiel é um abrigo seguro; aquele que o encontrar, terá encontrado um tesouro". Obrigado, cara!

Parabéns, Albano. Vida longa e feliz!


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