Aracaju (SE), 31 de outubro de 2020
POR: Assessoria de Imprensa Unit
Fonte: Assessoria de Imprensa Unit
Em: 30/09/2020 às 08h22
Pub.: 30 de setembro de 2020

Educação e projetos sustentáveis são alternativas para mudanças ambientais


Educação e projetos sustentáveis são alternativas para mudanças ambientais (Foto ilustrativa: Freepik)

Educação e projetos sustentáveis são alternativas para mudanças ambientais (Foto ilustrativa: Freepik)


O ano de 2020 pode ser considerado atípico não só pela pandemia, que provocou isolamento social e suspensão de atividades em diversos fatores, mas também a mudança de temperatura provocada pelo efeito climático La Niña.


Oposto do El niño, o fenômeno La Niña entrou em atividade no último dia 11 e pode provocar resfriamento da superfície das águas do Oceano Pacífico. No Brasil, o impacto será sentido com mais chuvas nas regiões Norte e Nordeste e menos chuvas no Sul. Outra característica do fenômeno no Brasil é deixar as temperaturas mais amenas e o clima mais seco no Sudeste e no Centro-Oeste.


Professora titular das engenharias na Universidade Tiradentes, Ingrid Cavalcanti Feitosa (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

Professora titular das engenharias na Universidade Tiradentes, Ingrid Cavalcanti Feitosa (Foto: Assessoria de Imprensa Unit)

Professora titular das engenharias na Universidade Tiradentes, Ingrid Cavalcanti Feitosa explica que questões como aquecimento global e fenômenos climáticos têm relação com o desequilíbrio ambiental vivido.


“Tudo está relacionado ao desequilíbrio que vive o planeta. O ser humano não enxerga que tudo está integralizado. Por exemplo, o desmatamento na Amazônia causa uma redução drástica dos índices pluviométricos no Centro-Oeste e Sudeste do país. Lembrando que a água é a força motriz que move os sistemas. A pandemia está ligada ao crescimento populacional mundial e a expansão dos Centros Urbanos, levando ao desmatamento de grandes áreas e consequentemente maior interação alimentícia do homem com alguns animais”.


Questionada sobre aquecimento global, Ingrid pontuou que um dos maiores fatores é a pecuária e ressaltou de que forma a gestão pública pode contribuir.


“Estudos apontam que o maior contribuinte do aquecimento global é a pecuária. Além do metano liberado pelos animais ser 20x mais poluente que o CO2, as áreas desmatadas para pasto, contribuem significativamente para a emissão de CO2 para a atmosfera. A administração pública pode melhorar as políticas públicas de Gestão Ambiental, ampliar a fiscalização e investir em Educação Ambiental”.


Nayára Bezerra Carvalho, Engenheira Ambiental, Mestre e Doutora em Engenharia de Processos também é professora Titular dos cursos de Engenharia da Unit. Para ela,  uma possível forma de preservar o meio ambiente e conter o efeito estufa é o investimento em projetos sustentáveis.


“As administrações públicas devem investir no futuro com projetos sustentáveis que ajudam o meio ambiente e o clima, no qual poluidores devem pagar por sua poluição, levando em consideração os riscos e as oportunidades relacionados ao clima. Cada comunidade deve assumir a responsabilidade de como estabelecer esse relacionamento em sua esfera mais próxima. O monitoramento de incidências recorrentes das alterações causadas pelas ações do homem se torna muito importante uma vez que o ecossistema não só potencializam a transmissão de doenças emergentes, mas contribuem também para a instalação de outras doenças”.

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