Aracaju (SE), 14 de julho de 2020
POR: SSP/SE
Fonte: SSP/SE
Em: 26/03/2020 às 11h33
Pub.: 26 de março de 2020

IAPF faz alerta sobre riscos do uso de álcool em gel falsificado


Além de fornecer uma falsa sensação de proteção, substâncias como essa causam perigos à saúde humana.


IAPF faz alerta sobre riscos do uso de álcool em gel falsificado (Foto: SSP/SE)

IAPF faz alerta sobre riscos do uso de álcool em gel falsificado (Foto: SSP/SE)


Um alerta à população. Álcool gel sem procedência e sem controle de qualidade, além de gerar uma falsa sensação de segurança contra o vírus, traz riscos de irritações na pele,alergias, queimaduras e intoxicações. Por isso, nessa fase de combate ao Coronavírus, o Instituto de Análises e Pesquisa Forenses (IAPF) faz o alerta sobre os perigos do álcool em gel falsificado.


O perito criminal Nailson Correia explicou que a mistura de substâncias encontradas na própria residência também pode gera riscos graves à saúde das pessoas. Ele detalhou algumas dessas substâncias que vêm sendo utilizadas de maneira perigosa e apenas criando uma falsa sensação de segurança.


“Há pessoas fazendo o gel sem especificações corretas. Isso acaba, em vez de ajudar a combater o Coronavírus, prejudicando ainda mais. Tem pessoas que pegam o gel de cabelo e misturam com um pouco de álcool, ludibriando a população. Tem pessoas comentando que está mais fácil encontrar o álcool isopropílico, que é aquele que se usa muito até para limpeza de equipamentos eletrônicos, mas ele não é indicado, pois resseca muito a pele e não tem o mesmo efeito do álcool em gel”, mencionou o perito criminal.


Há ainda usos com potencial de risco ainda mais grave, como alerta o perito criminal. “O fato de de ir no posto de combustível, compra o álcool etanol, que tem um grau de pureza maior pra depois diluir e fazer álcool em casa, misturando com água, não vai ter o mesmo efeito. Pode causar queimadura na pele”, apontou Nailson Correia.


Nailson Correia concluiu reiterando que o uso do álcool em gel falsificado é danoso para à saúde. “A utilização desse álcool sem as especificações corretas em vez de ajudar a combater o vírus COVID-9 acaba prejudicando ainda mais. Se está em casa, a recomendação geral continua sendo lavar as mãos com sabão ou detergente. Tentar fazer o álcool em gel com essas espessantes que estão sendo utilizadas, não recomendados, não é o ideal”, frisou.


O álcool em gel verdadeiro deve ter registro na Anvisa. O consumidor deverá verificar também se no rótulo contém informações sobre o produto e os componentes presentes nele. Outra dica é observar se a consistência do material é a mesma que já se está habituado.


Para as perícias, três peritos trocaram conhecimento: Nailson Correia, mestre em química; Ricardo Leal Cunha, doutorando em química; e Carlos Eduardo Araújo, mestre em farmácia.

Matérias em destaque

Click Sergipe - O mundo num só Click

Apresentação