Aracaju (SE), 29 de outubro de 2020
POR: Luiz Filipe Macêdo
Fonte: Luiz Filipe Macêdo
Em: 24/08/2020 às 15h36
Pub.: 24 de agosto de 2020

IPO - O início de tudo :: Por Luiz Filipe Macêdo


Imagem Ilustrativa: capitalresearch.com.br/blog

Imagem Ilustrativa: capitalresearch.com.br/blog


O IPO (“Initial Public Offering”) ou Oferta Pública Inicial, nada mais é que a abertura de capital de uma empresa na Bolsa de Valores. Com a taxa de juros nas mínimas históricas e o movimento de migração do investidor brasileiro para a renda variável iremos ver cada vez mais empresas querendo abrir capital em nossa Bolsa.


Por que as empresas abrem capital?
O mercado acionário é na maioria das vezes um crédito mais barato que outras fontes, além do mais, a empresa que abriu capital não tem um prazo, uma obrigação de devolução do dinheiro como ocorre numa operação de empréstimo. O valor captado normalmente vai ser utilizado para expandir o negócio.


O processo de abertura de capital é longo, muitas vezes ultrapassa um ano. A empresa deve solicitar o registro de companhia aberta à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e solicitar a sua listagem na B3 (empresa privada que comanda a Bolsa de Valores brasileira). Ela ainda deverá alterar seu contrato social, divulgar resultados, sofrer auditoria externa e realizar outras ações para que tudo corra bem.


Devo investir em IPO?
Do ponto de vista do investidor, entrar em um IPO ou comprar uma ação diretamente na bolsa traz o mesmo resultado: ele estará tornando-se sócio de uma companhia de capital aberto. Só que no IPO deve-se tomar alguns cuidados a mais que iremos abordar a seguir.


Conhecimento – o investidor deve conhecer muito bem a empresa, lembrar sempre que uma empresa nova não tem histórico aberto, diferente das empresas que já têm anos de bolsa e milhares de pessoas acompanhando os seus resultados há anos. Há falta de informações disponíveis para o investidor: os sócios da empresa são os maiores detentores das informações e podem estar abrindo o capital para diminuir sua exposição ou até por estarem enxergando uma piora no setor e/ou na empresa.


Preço – muitas vezes a empresa ao abrir capital está pedindo um valor superior a sua avaliação. É comum que empresas superavaliadas sofram correções de preço logo nas primeiras semanas de entrada na Bolsa.


Flippagem – os flippers são as pessoas conhecidas que entram em um IPO para especular. Esse fenômeno acontece muito em IPOs bem disputadas que têm muito mais demanda que oferta de ações. Logo no primeiro pregão as ações abrem em alta e os flippers vendem seus papeis lucrando um bom percentual com isso. Esse fenômeno é conhecido como flippagem, e após essa alta inicial vem a queda dos preços por um excesso de oferta de venda.


Ao se interessar por um IPO, busque estudar a empresa, leia o prospecto (as informações detalhadas que a empresa divulga), acesse seu site, assista vídeos e palestras sobre ela. Se tiver acompanhamento financeiro, consulte seu assessor, leia os relatórios dos analistas profissionais. Por último, entre com a mentalidade de sócio, investidor, e não especulador. Você vai estar contribuindo com o crescimento e desenvolvimento do seu país.


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Luiz Filipe F. M. Macêdo
Assessor de Investimentos – Real Invest
Contato: https://linktr.ee/lfmacedoaai

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