28 de novembro de 2015
POR: José Lima Santana - jlsantana@bol.com.br
Fonte: José Lima Santana

A lama, a lama, a lama... :: Por José Lima Santana


Política, Etc. & Tal  ::  Por José Lima Santana


José Lima Santana(*) - jlsantana@bol.com.br


José Lima Santana - Foto: ClickSergipe

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A lama, a lama, a lama...


A lama escorre pelas ruas. Escorre por salas suntuosas. Por salões nefastos, onde enlameados bebem champanhe francês da melhor qualidade. Quanta vivacidade! A lama engrossa. Atola. E, na República, quem é safado se enrola.


A lama não tem volta. Ela segue em frente, mais e mais. Lama pegajosa, lama maldita. Quem é sério, grita. Quem é bandito se agita. Lama da corrupção. Lama da safadeza. Lama que já não escorre, pula.


 


A lama, a lama, a lama... (1)


Deixando de lado os bandidos, os criminosos do colarinho branco mais sujo do que pau de galinheiro, eu vou para a outra lama. O lamaçal verdadeiro. A lama de Mariana. A lama que chegou ao mar. A lama que causou estragos. E muito ainda há de causar.


Não se sabe, ao certo, o que causou o desastre fatal. O que se sabe é que é gigantesco o dano ambiental. E o dano de também ter ceifado vidas? Algumas... Tão preciosas! Mas, uma só que fosse, seria uma dor sentida. Dor que fere e acabrunha. E que só não é maior do que a dor de saber que continuamos a tolerar o Cunha.


A lama de Mariana, lama do rio e do mar. Que ao descer, devastou. E vai continuar a devastar. Quem pagará por tudo isso? Apenas a empresa? Será que órgãos dos governos não esqueceram papeis sobre as mesas?


Órgãos governamentais, órgãos de controle. Negligências. Falhas. Prepotência. E tudo se embaralha. Enfim, o povo sofreu. E sofre. E o ambiente, tão sofrido, acabará engolido pela lama avermelhada, que mata o que encontra com uma certeira navalhada. A navalha da omissão. Do retardamento. Navalha cega, que rasga, que dilacera. Navalha que ruge como fera. Contê-la, ai quem me dera!


 


A lama, a lama, a lama... (2)


A lama suja da corrupção,


A lama grossa de Mariana...


Ambas são, sim, danação.


Oxalá vá gente em cana!


 


O governo precisa de rumo novo


Ele voltou ao comando do Estado. Nos três meses de afastamento, pouca coisa mudou. O Galeguinho fez o que pôde. Mas, há situações que somente o titular poderá resolver. Mudanças. Cabe-as a JB. E por que não agora? E por que só depois do carnaval? Mudar agora seria um mal? Por que não mudar, antes do vendaval? Muda, governador! Você nunca foi de esperar. Quem sabe faz mesmo a hora...? Lembra, JB? A bola está com você.


 


O resgate. Será?


Tem-se falado muito no resgate da aproximação entre Almeida Lima e JB. Quem viveu 1993, sabe no que isso pode dar. O governador não deve esquecer o quanto o primo o ajudou a resolver. A resolver as dificuldades da Administração municipal. E, agora, se o primo da ADEMA sair do casulo, se ele botar o pé no governo pra valer, tem gente que vai estranhar. Tem gente que vai maldizer. Tem gente que vai torcer. Tem gente que vai gostar. JB, eis o meu recado: “Puxe o primo para o seu lado!”.


 


E agora, vou ao Senado


Um senador preso, por muitos ou poucos dias, já nos dá muita alegria. O mundo da fantasia há de ter os dias contados. O que se espera é mais sujeitos enjaulados. O povo está cansado. O país quer novo norte. Se o povo tem o poder, que o povo seja forte.


 


Subvenções, subvenções


Na Assembleia Legislativa tem muita cabeça aflita. Tem deputado rezando ou mandando fazer despacho. Tem deputado no sul da cobra. Tem deputado ferrado. Eu acho.


 


Maria fora do Senado


Maria mais perto de João. Na Ação Social. Concretizou-se o que se disse, na campanha eleitoral. Era o acordo para um Franco ao Senado retornar. Acordo que foi desmentido, sim, em pleno ar. Acordo, porém, que vingou. Por quanto tempo? Sabe-se lá!


 


Maria de novo. Maria na Prefeitura?


Por incrível que pareça, amanheça ou anoiteça, do Lamarão à antiga Terra Dura, só se fala em Maria na Prefeitura. Dizem que se não der certo, que se João não emplacar, Maria, a senadora, vai tomar o seu lugar.


Nisso eu não acredito, nem quero acreditar. Mas, na panela da política, o Cão pode atentar.


 


As notas e comentários publicadas nesta coluna são de responsabilidade integral do seu autor e não representam necessariamente a opinião deste site.


(*) Advogado. Mestre em Direito. Professor do Curso de Direito da UFS. Membro da Academia Sergipana de Letras e do IHGSE.


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