26 de agosto de 2019
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 23/08/2019 às 16h32

Infectologista explica como se prevenir contra a "doença do pombo"


Infectologista do Huse, Manuela Santiago (Foto: Flávia Pacheco/ SES/SE)

Infectologista do Huse, Manuela Santiago (Foto: Flávia Pacheco/ SES/SE)

A criptococose é uma doença classificada como micose sistêmica, causada por fungos do gênero Cryptococcus, cujo o seu principal reservatório do fungo é a matéria orgânica morta presente no solo, que ainda pode ser encontrada nas fezes de aves, principalmente dos pombos, e que se espalham pelo ar, por isso, é popularmente conhecida como “doença do pombo”. Após ser inalado pelas pessoas, o fungo se instala no pulmão, causando posteriormente uma inflamação no sistema nervoso central (meningoencefalite). Pensando numa forma de alertar a população que trabalha com criação de aves, galinheiros, ou pombos, a infectologista do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Manuela Santiago, orienta como as pessoas devem se prevenir para não contrair a doença.


“Como não existe transmissão inter-humana desse fungo, nem de animais ao homem, também não existem medidas preventivas específicas, mas o uso de equipamentos de proteção individual como uma máscara durante a limpeza de áreas onde há criação de aves ou aglomerado de pombos, entre outros animais, é muito importante para não serem contaminados. No interior a gente tem muitos casos dessa natureza por causa da proximidade com os animais, por isso, quando for fazer a limpeza desses criadouros de animais, a máscara de proteção é fundamental para evitar a inalação do esporo e proteger a via aérea”, explicou a infectologista.


Os sintomas da doença podem se manifestar dependendo do estado imunológico de cada pessoa e merece muita atenção. Ao apresentar febre, fraqueza, tosse, dor de cabeça muito forte, rigidez de nuca, náusea, vômito, entre outros sintomas que demoram a melhorar com medicação, o ideal é buscar auxílio de um profissional médico. O diagnóstico da criptococose é feito com a coleta do líquor da espinha e quando identificada o tratamento com medicamentos antifúngicos endovenosos deve ser iniciado imediatamente.


“A demora no diagnóstico pode levar o paciente a morte, por causa de complicações como a meningite. O paciente na maioria das vezes está com sua imunidade comprometida ou aspirou uma grande quantidade de esporos, comprometendo ainda mais o quadro da doença. As sequelas podem existir por se tratar de uma enfermidade cerebral e podem variar de acordo com cada caso. Por isso, é importante estar atento aos sintomas, já que a doença demora cerca de 15 dias para se manifestar de forma crônica, dificultando o diagnóstico e fazendo a pessoa pensar que é uma forte gripe”, comentou Manuela Santiago.

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