10 de junho de 2019
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 07/06/2019 às 00h00

Bucomaxilo alerta para os riscos da inflamação do dente não tratada adequadamente


O médico fala do perigo da automedicação como ação paliativa de minimizar a dor, mas que tem sérias consequências.


Bucomaxilo alerta para os riscos da inflamação do dente não tratada adequadamente (Foto: Flávia Pacheco/ SES/SE)

Bucomaxilo alerta para os riscos da inflamação do dente não tratada adequadamente (Foto: Flávia Pacheco/ SES/SE)


As infecções faciais que surgem a partir de uma inflamação de dente não cuidada começa a ganhar volume entre os pacientes que chegam à Rede Hospitalar de Saúde. E pode levar a óbito. A informação é do bucomaxilar dos Hospitais de Urgência de Sergipe (Huse) e Regional de Itabaiana, Marcos Antônio Martins. O tema, no entanto, ainda não foi difundido entre as camadas populares da sociedade, de onde sai a grande maioria dos pacientes que podem passar por um sofrimento excruciante por desconhecer até onde vai uma inflamação dentária.


E vai muito longe. Da boca toma a face, desce para o pescoço e chega à caixa torácica, se o fluxo da bactéria não for interrompido. E quando a infecção chega a este último estágio, as chances do paciente sobreviver são reduzidas pela metade. “Tudo começa com um problema no dente, que não foi cuidado na Atenção Básica, seja porque o paciente não buscou o serviço ou porque se automedica”, argumentou Marcos Antônio Martins, salientando que culturalmente as pessoas vão protelando o problema, tomando remédio para aliviar a dor.


Não tratado, aquele pequeno problema vai se agravando. “A situação fica tão séria que o paciente deixa de se alimentar e de se hidratar, enquanto o rosto começa a inchar e a infecção a se alastrar por todo o rosto, tomando proporções cada vez mais perigosas. A partir daí o pescoço começa a endurecer e o paciente passa a sofrer de displasia (dificuldade para respirar). Sem se alimentar porque sente muitas dores na região, torna-se mais debilitado, correndo o risco de morte”, disse o bucomaxilar, acrescentando que este paciente precisa de socorro hospitalar.


O médico afirma que os casos estão crescendo e em condições cada vez mais graves. “Sempre houve registros de casos, mas nos últimos tempos com maior frequência e mais graves, de forma que a gente tem que colocar às pressas no centro cirúrgico, anestesiar e iniciar o procedimento de drenagem da secreção infecciosa”, explicou.


Internamento
Quando a infecção ainda não progrediu para outras regiões além da face, o paciente pode ficar no hospital apenas no período de observação para uso de medicação, que pode ser de 6 a 12 horas, segundo informações do bucomaxilar. A alta só ocorre se houver boa resposta ao tratamento. Nos casos mais graves, quando a infecção chegou ao pescoço e caixa torácica, o internamento é obrigatório porque o risco de morte é iminente. Esse paciente passa, em média, sete dias internado.


O paciente com infecção facial causada por um problema dentário em geral vive em situação de vulnerabilidade social e predominantemente está na faixa etária dos 30 anos, muito embora ocorra em todas as faixas, com salientou o especialista, informando que seu paciente mais recente foi uma garota de 13 anos.


A cura
Marcos Martins ressalta que a função do bucomaxilar no hospital é tirar o paciente do risco iminente de morte, é controlar e debelar a infecção, mas a cura só de dá quando ele extrair o dente. “E é essa a nossa orientação, de o paciente voltar no posto de saúde e cuidar do dente porque se não tudo volta e às vezes volta pior”, disse o especialista, aconselhando àqueles que possam a vir a passar por esse problema a não esperarem que a infecção ganhe proporções tão grandes e procurem logo a assistência hospitalar.

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