08 de maio de 2019
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 08/05/2019 às 00h00

Fisioterapeuta alerta que a fibromialgia pode estar relacionada à depressão


É uma síndrome que causa dores por todo o corpo durante longos períodos, provocando sensibilidade nas articulações, nos músculos e em outros tecidos.


Fisioterapeuta do Huse, Suzane Paranhos (Foto: Flávia Pacheco/ SES/SE)

Fisioterapeuta do Huse, Suzane Paranhos (Foto: Flávia Pacheco/ SES/SE)

A fibromialgia é uma síndrome que causa dores por todo o corpo durante longos períodos, provocando sensibilidade nas articulações, nos músculos, tendões e em outros tecidos. Está ligada à fadiga, distúrbios do sono, dores de cabeça, depressão e ansiedade. O dia 12 de maio é alusivo ao Dia da Conscientização da Fibromialgia e Fadiga Crônica, uma das doenças mais frequentes e que acomete 2,5% da população brasileira que recebem tratamento adequado, atingindo principalmente as mulheres entre os 35 e 50 anos. A doença não é diagnosticada por exames laboratoriais, apenas pelas queixas em pontos dolorosos. A fisioterapeuta do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Suzane Paranhos, explica os desafios para diagnosticar e tratar a doença.


“A doença engloba uma série de sintomas em diferentes partes do corpo e, particularmente, em relação ao quadro psicológico do paciente. As dores são reais e quando o psicológico está mais abalado, elas aumentam. É muito importante o acompanhamento desses pacientes por uma equipe multidisciplinar, formada por reumatologista, fisioterapeuta, psicólogo e nutricionista, variando de acordo com a necessidade de cada pessoa para ter um resultado melhor. O tratamento é para a sintomatologia, trabalha comum a causa da dor, mas, a questão emocional e psicológica tem que ser tratada com a psicologia”, explicou Suzane Paranhos.


No Huse, a fisioterapeuta já atendeu dois profissionais com fibromialgia que sentiam dores generalizadas. Pode estar associada a outras patologias e dores crônicas que vão resultando em outros problemas que mudam a qualidade de vida e o bem-estar da pessoa. Algumas características que indicam o mal é a alteração do humor da pessoa, fadiga, rigidez muscular, além de sintomas depressivos, ansiedade, deficiência de memória, entre outros.


Muitas vezes, o paciente sente muitas dores com um simples toque ou contato físico, mas, nenhum exame comprova essa dor. Por isso, é importante que o profissional entenda a pessoa como um todo, conhecendo seu corpo, suas emoções e seus sentimentos. Como não existe um remédio específico, existe um conjunto de remédios associados que a curto e médio prazo, eliminam as dores e sintomas da fibromialgia. A reabilitação física também é fundamental para recuperar a qualidade de vida.


Para quem sofre com a síndrome a fisioterapeuta recomenda alguns cuidados. “É sempre importante estar atento as dores e ao que fazer para ajudar a combater os sintomas. Uma dica importante é eliminar tudo que possa prejudicar o sono como barulho, aparelhos eletrônicos, luz, temperatura desagradável, evitar carregar pesos, fugir de situações que aumentem o nível de estresse e busque também ajuda psicológica”, concluiu Suzane Paranhos.

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